Arquivo/AFP
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Com falta de sangue, EUA reduzem restrições a doadores gays

Desde 2015, homens que fizeram sexo com outros homens nos últimos 12 meses não eram autorizados a doar sangue no país

Redação, O Estado de S.Paulo

02 de abril de 2020 | 19h50

WASHINGTON - Os Estados Unidos relaxaram nesta quinta-feira, 2, as regras que impedem muitos gays de doar sangue, em um esforço para combater a grave escassez de doações devido ao surto da covid-19

Desde 2015, homens que fizeram sexo com outros homens nos últimos 12 meses não eram autorizados a doar sangue. 

Anteriormente, a proibição era vitalícia. O período foi reduzido para três meses, anunciou a Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA, na sigla em inglês).

"A pandemia da covid-19 causou desafios sem precedentes ao suprimento de sangue dos Estados Unidos", indica o comunicado. 

"Os centros de doação sofreram uma redução drástica nas doações devido à implementação do distanciamento social e ao cancelamento das transfusões de sangue." 

O FDA informou que pesquisas recentes provam que as regras "podem ser modificadas sem comprometer a segurança do suprimento de sangue". 

 

A regra de três meses também se aplica a mulheres que fizeram sexo com homens gays ou bissexuais, bem como a pessoas que fizeram uma tatuagem ou piercing e a quem viajou para um país onde o risco de malária é alto. 

Quase 2.700 unidades de sangue da Cruz Vermelha foram fechadas nos Estados Unidos devido a preocupações com a aglomeração de pessoas em locais de trabalho, câmpi universitários e escolas durante o surto de coronavírus./ AFP 

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