Gil Cohen Magen/Reuters
Gil Cohen Magen/Reuters

Com furacão perdendo força, Nova York tenta retornar à normalidade

Bolsa de valores, metrô, trens metropolitanos e aeroportos começam a funcionar, ainda que de forma limitada

Gustavo Chacra, correspondente em Nova York,

31 de outubro de 2012 | 21h01

NOVA YORK - Com 64 mortos e milhões sem energia elétrica, segundo a agência Reuters, além de dezenas de bilhões em prejuízos, a Costa Leste dos EUA tenta retornar à normalidade, mas a expectativa é que dias ou mesmo semanas serão necessários até tudo voltar a ser como antes da passagem do furacão Sandy, que se transformou em uma tempestade tropical ao atingir o continente.

As buscas por pessoas isoladas prosseguem, especialmente em Long Island, no Estado de Nova York, e em New Jersey, onde o presidente Barack Obama esteve ao lado do governador do Estado, o republicano Chris Christie. Ainda há dezenas de desaparecidos e o total de vítimas do furacão pode subir.

Em Nova York, o prefeito Michael Bloomberg tenta por um lado reparar os danos, como os alagamentos nas estações de metrô, e, por outro, mostrar que a cidade está funcionando, embora com precariedade. A Bolsa de Valores de Nova York voltou a abrir, mas, na mesma região, o distrito financeiro, ainda falta eletricidade.

Os ônibus circulam em suas rotas normais. Quase todos estão lotados e o trânsito foi um dos piores da história de Nova York, com muitos motoristas desrespeitando os sinais de trânsito. Para tentar conter o congestionamento, Bloomberg determinou que apenas veículos com mais de três passageiros cruzassem as pontes sobre o East River, que ligam o Brooklyn e o Queens a Manhattan. Táxis também receberam autorização para pegar mais de um passageiro ao longo do percurso, funcionando como lotação.

As linhas de metrôs serão reabertas de forma limitada nesta quinta-feira - apenas o trecho que vai da Rua 42, onde está a Times Square e a Grand Central Station, na direção do norte de Manhattan, Bronx e Queens. A parte sul de Manhattan e áreas do Brooklyn permanecerão sem metrô, pois estações permaneciam alagadas, em alguns casos com água salgada.

Os trens, que ligam Manhattan a subúrbios nos Estados de Nova York, New Jersey e Connecticut, também funcionarão a partir de quinta-feira. Esse é o principal meio de transporte para dezenas de milhares de trabalhadores da cidade. As viagens ferroviárias para Boston, Washington, Filadélfia e outras partes dos Estados Unidos devem ser retomadas a partir de quinta-feira.

Túneis fechados

Todas as pontes de Nova York foram reabertas, mas a maior parte dos túneis segue fechada. Os serviços de balsa, importantes para ligar as diferentes regiões da cidade, permaneciam suspensos.

O aeroporto internacional JFK abriu, mas opera de forma limitada, com tendência de melhora a partir de quinta-feira. A recomendação para os passageiros é a de que verificar com as companhias aéreas se seus voos partirão ou não.

O La Guardia, que opera mais viagens regionais, não tem previsão para ser reaberto. O Newark, em New Jersey, de onde também partem voos para o Brasil, funciona, mas com tráfego menor que o normal.

Bloomberg, em um dos seus vários pronunciamentos ao longo do dia, lamentou o número de vítimas do furacão. "Perdemos algumas pessoas e isso é triste", disse o prefeito.

Uma das maiores tragédias foi o incêndio de 80 casas no Queens. Ninguém morreu, no que foi qualificado como quase um "milagre" pelas autoridades. Os bombeiros também trabalhavam com engenheiros para solucionar a questão do guindaste pendurado no 80.º andar do One57, o edifício mais caro de Nova York e ainda em obras, que corria o risco de despencar, atingindo até mesmo o Carnegie Hall.

A prefeitura alerta as pessoas a não ir a parques porque há risco de queda de árvores. Grande parte das vítimas morreu neste tipo de acidente durante a passagem do furacão Sandy. O Central Park permanece fechado.

 
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