TIAGO QUEIROZ / ESTADÃO
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Com mais de 23 mil usuários de maconha legal registrados, Uruguai quer novas formas de venda

Balanço do Instituto de Regulação e Controle da Cannabis mostra aumento de quase 400% em relação ao número inicial de usuários autorizados a adquirir droga para uso recreativo em farmácias; país ainda tem 8.400 cultivadores domésticos e 90 clubes canábicos

O Estado de S.Paulo

09 Abril 2018 | 17h02

MONTEVIDÉU - O número de pessoas registradas para comprar maconha produzida sob supervisão do governo do Uruguai e vendida nas farmácias do país praticamente quintuplicou em nove meses, segundo números oficiais.

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Mais de 23.000 pessoas estão no cadastro criado por Montevidéu que autoriza a compra de até 40 gramas por mês da maconha em uma dúzia de farmácias em todo o país, de acordo com os últimos dados fornecidos pelo Instituto de Regulação e Controle da Cannabis (Ircca).

A cifra inicial de 4.900 usuários cresceu rapidamente desde que o mecanismo foi implementado em 19 de julho. Atualmente, os consumidores podem optar por quatro variedades do produto, cultivado por duas empresas privadas controladas pelo Estado e vendidas em pacotes lacrados de 5 gramas cada por um valor aproximado de US$ 1,40 por grama.

O governo procura uma alternativa para a venda nas farmácias para aumentar os pontos de distribuição da droga, em um mecanismo que tem como objetivo substituir o tráfico ilegal, segundo partido governista Frente Ampla.

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Desde que a venda direta aos consumidores foi iniciada, no entanto, o sistema passou por vários percalços. O maior deles foi o fato de alguns bancos não aceitarem como seus clientes as empresas que vendem a droga, apesar de a atividade ter sido oficializada por uma lei de 2013.

Estes bancos alegam dificuldades com alguns de seus sócios em razão de regulamentações existentes nos EUA, que os expõe a problemas se operam com que negocia a maconha uruguaia.

Popularmente conhecida como a "lei da maconha", a norma habilita três formas de ter acesso à droga para uso recreativo: o cultivo doméstico (ou autocultivo) com até seis plantas por residência, o cultivo em clubes canábicos com até 99 plantas por organização, ou a compra nas farmácias.

Além dos consumidores registrados para a compra nas farmácias, outros 8.400 uruguaios (ou estrangeiros com residência legal no país) estão registrados no Ircca como cultivadores e 90 clubes estão autorizados a produzir a droga no país. Os números oficiais mostram um aumento constante em todos esses três mecanismo desde que os dados começaram a ser divulgados. / AFP

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