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Corinna Kern/Reuters
Corinna Kern/Reuters

Com máscaras e respeitando distanciamento, israelenses protestam contra medidas de Netanyahu

A mobilização, em Tel Aviv, reuniu cerca de duas mil pessoas

Redação, O Estado de S.Paulo

19 de abril de 2020 | 19h07

TEL AVIV - As mobilizações continuam, apesar da pandemia, em Israel, onde duas mil pessoas, separadas umas da outras por dois metros de distância, protestaram hoje em Tel Aviv contra a corrupção e medidas antidemocráticas que alegam que o governo de Binyamin Netanyahu adotou para conter a covid-19. 

Os manifestantes – todos usando máscaras – protestaram em longas filas e com uma distância razoável de separação para evitar o contágio, o que prolongou sua presença pela praça central Isaac Rabin em um evento em que eles mostraram sua oposição ao primeiro-ministro interino, que está negociando a formação de um executivo unitário com o centrista Beny Gantz.

"É assim que as democracias morrem no século 21", disse o parlamentar da oposição Yair Lapid, líder do partido centrista Yesh Atid. Lapid, que segundo o jornal Haaretz interveio no protesto junto com outros políticos, tem sido uma das vozes mais críticas contra Netanyahu nas últimas semanas.

O premiê – acusado em três casos de corrupção pelos quais ele deve ir a julgamento em 24 de maio – procura permanecer no poder por meio de um pacto com Gantz, até recentemente seu rival.

Seus partidos negociam há semanas a formação de um gabinete de unidade e emergência contra o coronavírus, com rotação no chefe de governo, que Netanyahu iniciaria liderando por um ano e meio.

Os manifestantes veem essa possibilidade como um perigo para as bases democráticas do país devido às acusações contra Netanyahu e ao risco de que ele use seu poder para se proteger.

O protesto de hoje foi convocado pelo movimento Bandeira Negra, um grupo que surgiu recentemente e realizou vários protestos desde o início de março, um deles para se opor ao uso de tecnologia avançada para rastrear os telefones celulares dos infectados e dos que apresentaram resultados positivos para a covid-19.

A pandemia, que teve um impacto moderado em Israel em comparação com outros países – até agora registrou 172 mortes e mais de 13 mil infectados - interrompeu quase completamente a vida cotidiana e econômica do país.

Apesar das fortes restrições de mobilidade impostas, os protestos no espaço público não foram vetados, desde que respeitem as regras de distanciamento e prevenção de riscos. /EFE

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