Com medo de bomba suja, EUA combatem lixo atômico

Para reduzir a ameaça de uma ?bomba suja?, que usa explosivos convencionais para espalhar material radiativo, o secretário de Energia dos EUA, Spencer Abraham, anunciou um investimento de US$ 450 milhões para realizar uma limpeza nuclear em escala global, a fim de manter os materiais longe das mãos de terroristas. A Iniciativa de Redução de Ameaça Global pretende remover e pôr em segurança materiais radiativos que representem uma ameaça à comunidade internacional, disse Abraham. A iniciativa foi elogiada pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), mas analistas independentes dizem que o plano ainda é tímido. Bombas sujas podem ser feitas com isótopos radiativos relativamente comuns, como os usados em equipamento médico. Bombas atômicas, em contraste, precisam de plutônio ou urânio enriquecido, materiais mantidos sob estrita segurança pelos governos que os possuem. Abraham disse que sua primeira prioridade é levar para os Estados Unidos cerca de 330 toneladas de urânio russo altamente enriquecido até o final de 2005. Todo o combustível nuclear gasto da Rússia deverá ter sido recuperado até 2010, enquanto que todo o combustível gasto dos EUA deverá ter sido recuperado dentreo de 10 anos. O combustível gasto de reatores nucleares pode ser transformado em plutônio.

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