Frank Augstein/AP
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Com Ômicron, Reino Unido ultrapassa 100 mil novos casos pela primeira vez na pandemia  

Aumento dos casos de coronavírus afetou as equipes de hospitais, clínicas, serviços ferroviários, bombeiros e serviços de ambulância em toda a Inglaterra

The New York Times, O Estado de S.Paulo

22 de dezembro de 2021 | 17h27
Atualizado 22 de dezembro de 2021 | 21h32

LONDRES -  No Reino Unido, um dos locais na Europa mais atingidos no início da pandemia, foram registradas 106.122 novas infecções - o maior número até hoje - à medida que a variante Ômicron do coronavírus se alastra rapidamente pelo país. O aumento é de 50% em relação à semana passada, de acordo com dados do governo divulgados nesta quarta-feira, 22. Mesmo assim, o governo da Inglaterra anunciou um abrandamento das restrições ao isolamento.

O aumento dos casos de coronavírus afetou as equipes de hospitais, clínicas, serviços ferroviários, bombeiros e serviços de ambulância em toda a Inglaterra, onde a maioria das restrições à pandemia foram suspensas desde o início do semestre.

Antes que os novos números de casos fossem divulgados nesta quarta-feira, a Inglaterra anunciou que estava reduzindo o número de dias que as pessoas são obrigadas a se isolar após mostrar os sintomas da covid-19 - de dez para sete dias - uma mudança que as autoridades disseram ter sido baseada em orientações atualizadas de especialistas em saúde e que poderia ajudar a aliviar a falta de pessoal de saúde.

Sajid Javid, o secretário de Saúde, disse que a medida foi baseada na orientação da Agência de Segurança de Saúde do governo de que um período de isolamento de uma semana junto com dois resultados de teste negativos teve "quase o mesmo efeito protetor que um período de isolamento de 10 dias".

O primeiro-ministro Boris Johnson resistiu em adicionar novas restrições antes do Natal, embora tenha dito que “não hesitaria em agir” após o feriado, se necessário.

As pessoas na Inglaterra terão permissão para encerrar suas quarentenas se puderem produzir testes negativos nos dias seis e sete. Isso cria uma política mais branda do que nos Estados Unidos, onde as pessoas podem encerrar seus períodos de isolamento dez dias após apresentarem os sintomas se não tiverem febre por 24 horas e se os outros sintomas de covid-19 estiverem melhorando.

“Esta nova orientação ajudará a quebrar as cadeias de transmissão e minimizar o impacto em vidas e meios de subsistência”, disse a médica Jenny Harries, chefe-executiva da Agência de Segurança de Saúde do governo, em um comunicado. Ela enfatizou que as pessoas devem continuar a seguir os conselhos de saúde pública.

Pessoas que não foram totalmente vacinadas ainda precisam se isolar por dez dias se entrarem em contato com uma pessoa infectada.

 

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