Com pompa, rainha recebe Obama em Buckingham

Durante visita de dois dias, líder americano fará discurso no Parlamento e discutirá temas como o Afeganistão e a Líbia

, O Estado de S.Paulo

25 de maio de 2011 | 00h00

LONDRES

O presidente dos EUA, Barack Obama, e sua mulher, Michelle, foram recebidos ontem pela rainha Elizabeth II em Londres. Obama, que ficará dois dias na Grã-Bretanha, deve fazer hoje um discurso no Parlamento, tornando-se o primeiro presidente americano na história a discursar no Westminster Hall.

Antes de chegar ao Palácio de Buckingham, Obama e Michelle reuniram-se com o príncipe Charles e com a mulher dele, Camilla. O casal americano também se encontrou com o príncipe William e Kate Middleton e fez uma doação de seis computadores para uma entidade auxiliada pelos recém-casados. Obama e Michelle também presentearam a rainha com um álbum de couro contendo fotos originais da visita feita pelo rei George VI e sua mulher, Elizabeth - os pais da atual rainha -, durante a primeira viagem de um monarca britânico aos EUA, em junho de 1936.

Durante jantar no palácio, Obama e a rainha afirmaram que os laços entre os EUA e a Grã-Bretanha são "especiais".

"Podemos ter confiança na parceria entre os dois países, com base no cimento sólido moldado durante toda uma vida de serviço extraordinário à nação e ao mundo por parte da rainha Elizabeth", disse Obama, que ficará hospedado com Michelle no palácio, na mesma suíte de seis quartos na qual o príncipe William e Kate passaram a noite de núpcias.

Política. Ontem, Obama e o primeiro-ministro britânico, David Cameron, visitaram uma escola local, onde os dois jogaram pingue-pongue com os alunos. Hoje, eles se reunirão para discutir temas como Afeganistão, Líbia e o combate ao terrorismo.

Em um artigo publicado ontem no jornal The Times, de Londres, Obama e Cameron afirmaram que as relações entre EUA e Grã-Bretanha não é apenas "especial, mas essencial" - tanto para os dois países como para o restante do mundo.

"Podemos dizer que, apesar de sermos dois líderes de diferentes tradições políticas, nós concordamos em alguns assuntos", afirmaram os dois na coluna publicada no jornal. "Olhamos o mundo de uma maneira semelhante, dividimos as mesmas preocupações e vemos as mesmas possibilidades estratégicas." / AP e THE WASHINGTON POST

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