Com popularidade em queda, Bush promete achar armas

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, que ao término da guerra do Iraque estava com um índice de apoio popular de mais de 70% mas que agora caiu para 65%, prometeu que "vamos encontrar as armas de destruição em massa" de Saddam Hussein. Bush falou numa entrevista coletiva ao lado do primeiro-ministro australiano, John Howard, seu aliado na guerra do Iraque, recebido em seu rancho Crawford, no Texas. "Vamos encontrá-las", enfatizou. Ele disse que Saddam "gastou anos ocultando esses arsenais bioquímicos de extermínio" e culpou ex-dirigentes iraquianos detidos pelo fracasso atual das buscas, principalmente o ex-vice-primeiro-ministro Tareq Aziz. "Ele ainda não sabe como dizer a verdade", argumentou. "Ele não sabia como dizer a verdade enquanto estava no governo; ele não sabe como dizer a verdade como cativo". Bush, começando a se concentrar na campanha para a reeleição em 2004, faz uma corrida contra o tempo para encontrar as supostas armas de destruição em massa de Saddam, sua justificativa para a invasão de 20 de março do Iraque. Mas desde quinta-feira, quando, a bordo do porta-aviões Abraham Lincoln, Bush anunciou o fim da guerra, seu índice de popularidade caiu de 71% para 65%, segundo pesquisa publicada pela revista Newsweek. A sondagem também mostrou que Bush tem alto conceito na gestão da crise iraquiana e dos problemas de segurança nacional, mas a aprovação está abaixo de 50% nas questões de política interna, como economia, impostos e assistência médica. Uma estreita maioria de 51% continua a favor de um segundo mandato presidencial para Bush, enquanto três em cada cinco americanos consideram que a economia é o fator mais importante na disputa pela Casa Branca, e apenas 23% dão prioridade à segurança nacional e à luta contra o terrorismo. Sobre a presença americana no Iraque, caiu de 55% para 45% o número de consultados que aprova a continuidade por mais um ano. Em relação à proposta de redução de impostos de Bush, que ele considera essencial para a retomada da economia, 33% disseram que ela não altera nada; 30% acham que ela pioraria a situação; e apenas 25% acreditam que, com ela, a economia melhorará. Veja o especial :

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