Toby Melville/Reuters
Toby Melville/Reuters

Com profissionais de saúde contaminados com covid-19, Londres mobiliza 200 militares em hospitais

Segundo o serviço de saúde público britânico, mais de 39.000 membros de equipe hospitalar já se ausentaram devido a quarentenas

Redação, O Estado de S.Paulo

07 de janeiro de 2022 | 13h14

LONDRES - Cerca de 200 militares serão enviados aos hospitais de Londres para apoiar o serviço público de saúde britânico, que sofre uma escassez de pessoal enquanto aumentam os atendimentos por covid-19, anunciou o ministério da Defesa nesta sexta-feira, 7. 

Segundo o NHS England, órgão que administra a saúde pública na Inglaterra, em 2 de janeiro foram registradas mais de 39.000 ausências de membros de equipe hospitalar devido a quarentenas por infecção ou casos de contato, um aumento de 59% em relação à semana anterior e o triplo do início de dezembro.

Isso inclui mais de 4.700 faltas em Londres, que tem sido o epicentro da nova onda de casos gerada pela variante Ômicron do coronavírus, apesar de recentemente registrar uma leve redução do número de casos e internações.

A mobilização anunciada na capital inclui 40 médicos militares e 160 efetivos auxiliares, que ajudarão nas próximas três semanas a suprir a falta de pessoal sanitário infectado pelo vírus.

O ministro da Defesa, Ben Wallace, celebrou a contribuição dos militares ao "esforço nacional", lembrando que já participaram dirigindo ambulâncias, aplicando vacinas ou apoiando os pacientes hospitalizados desde o início da pandemia há dois anos.

Cerca de 1.800 militares já estão mobilizados por todo o Reino Unido, apoiando os trabalhos de vacinação e os serviços de ambulância.

Segundo os últimos dados oficiais publicados na quinta-feira, 6, quase 18.000 pessoas estavam hospitalizadas no país com covid-19.  Um aumento de 50% em uma semana e o número mais alto desde fevereiro.

O Reino Unido é uma das nações mais afetadas da Europa pela pandemia, com quase 150.000 mortes e níveis recordes de infecção, que se aproximam dos 200.000 casos diários. 

No entanto, o número de pacientes com respiradores artificiais (875) e de mortes (231) é muito inferior ao das ondas anteriores, o que levou o governo a não endurecer as restrições na Inglaterra por enquanto. 

Com o aumento da pressão, o sistema hospitalar enfrenta milhares de faltas de seus profissionais, em níveis "nunca vistos", explicou ao canal Sky News o doutor Chaand Nagpaul, presidente da Associação Médica Britânica (BMA).  

Matthew Taylor, diretor da NHS Confederation, um grupo de profissionais da saúde pública, considerou que a mobilização de 200 efetivos "ajudaria", mas que a situação continuará "muito difícil"./AFP

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