REUTERS/Carlos Barria
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Com promessa de proteção, sírios foram os mais afetados por medida de Trump

Ordem executiva do republicano barrou indefinidamente cidadãos da Síria, país que vive em guerra desde 2011

Renata Tranches, O Estado de S.Paulo

14 de outubro de 2018 | 06h00

A Síria, em guerra desde 2011, era o responsável pelo envio da maioria dos refugiados para os EUA. Desde que o presidente Donald Trump assinou ordem executiva banindo indefinidamente os refugiados sírios, em janeiro de 2017, o número de cristãos daquele país caiu 80% em 2017 em comparação ao último ano do governo Barack Obama, como explica o diretor de Mobilização de Igrejas da ONG World Relief, Matthew Soerens.

No mesmo dia em que assinou a ordem, o presidente deu uma entrevista criticando o governo anterior por ter tornado mais difícil para os cristãos sírios entrar nos EUA. “Muitos concluíram que ele tornaria mais fácil para esses refugiados entrar nos EUA, mas infelizmente não houve nada disso”, lembra Soerens.

A própria rede de acolhimento de refugiados nos EUA está sofrendo a consequência da redução do número de refugiados. A World Relief fechou 5 de seus 25 centros nos EUA e demitiu cerca de 140 funcionários.

A redução no número de refugiados na maior potência mundial ocorre em meio a uma das mais graves crises globais dos últimos tempos, com 25 milhões de refugiados em 2017. “Deveríamos estar fazendo todo o possível para encorajar outros países a proteger as pessoas e não mandá-las de volta para situações de perigo”, diz Soerens.

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