Mike Segar/Reuters
Mike Segar/Reuters

Com própria história, Ann Romney mostra lado humano do marido

Mulher do candidato relata que teve todo o apoio de Mitt quando enfrentou tratamentos médicos

Gustavo Chacra, correspondente em Nova York,

28 de agosto de 2012 | 17h16

TAMPA - Quando dá entrevistas contando a sua história, Ann Romney costuma levar alguns repórteres de TV às lagrimas. Diagnosticada com esclerose múltipla em 1998, ela chegou a passar semanas com uma menor sensibilidade e dificuldade de movimento no lado direito do corpo, além de uma fadiga crônica que durou anos.

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Neste momento, seu marido, Mitt Romney, atual candidato republicano à Presidência dos EUA e então CEO da Bain Capital, um dos maiores fundos de Private Equity do mundo, deixou tudo de lado e buscou os melhores tratamentos possíveis para ajudar a mulher.

Aos poucos, com "uma mistura de medicina ocidental", através de remédios e neurologistas de Boston, e "oriental", como a acupuntura, conforme gosta de dizer Ann, ela foi superando a doença. A versão dela da esclerose múltipla, que possui diferentes variações, é uma das mais amenas. Hoje, por exemplo, a mulher de Romney está em remissão, sem sintomas (ou relapsos, como são chamadas as crises da doença) há quase uma década. Tampouco possui seqüelas. Vive normalmente, como se não tivesse absolutamente nada. Sequer necessita tomar remédios no seu estágio atual.

Com a saúde melhor, Ann se tornou uma porta-voz dos portadores da doença, doando dinheiro da fortuna do marido para pesquisas para o tratamento da esclerose múltipla, que avançou muito nos últimos anos. Além disso, se tornou uma amazona e disputou campeonatos de hipismo. Seu cavalo, inclusive, participou dos Jogos Olímpicos de Londres.

Mas, em 2008, Ann recebeu a notícia de que estava com câncer de mama. Mais uma vez enfrentou um duro tratamento e venceu a doença.

No início do ano, a mulher de Romney chegou a ser criticada por uma estrategista do Partido Democrata por nunca ter trabalhado. Na ocasião, até o presidente Barack Obama achou equivocada a crítica. Ela criou cinco filhos e agora tem 18 netos. O comentário sobre o seu passado não a afetou. Inclusive, Ann é conhecida por adorar comprar brigas e ser dura em discussões e com um carisma que assusta mesmo os democratas.

Diferentemente do marido, Ann não nasceu mórmon. Quando o conheceu, decidiu se converter. Tinha apenas 17 anos. Estudou na tradicional universidade Brigham Young, em Utah, voltada para os mórmons, onde se formou em francês. Romney, que viveu na França, também é fluente na língua - Obama é monoglota.

Na avaliação da campanha republicana, Ann será fundamental para mostrar o lado humano de Romney, especialmente pela ajuda dele no período grave da sua doença nos anos 1990, sendo visto por ela como fundamental para a recuperação. 

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