Com segundo ataque, Bush promete levar "malfeitores à Justiça"

Os EUA deslancharam uma segunda onda de ataques noturnos ao Afeganistão hoje, ao mesmo tempo em que o presidente George W. Bush prometia trazer os ?malfeitores à Justiça?. John Ashcroft, procurador-geral dos EUA, disse que todos os americanos devem se manter vigilantes contra novos atentados em solo americano. ?Os ataques continuam enquanto conversamos?, disse o general Richard Myers da Força Aérea, chefe do Estado-Maior. Ele disse que o novo bombardeio - bombas despejadas por 20 aeronaves, além de mísseis cruise lançados a partir de navios - foi acompanhada por novos pacotes de ajuda humanitária. Quando as baterias antiaéreas começaram a disparar em Cabul, capital do Afeganistão, a milícia Taleban, que controla o país, cortou a eletricidade e os moradores foram instruídos a permanecer dentro de casa, com as janelas fechadas. Outro ataque estava em andamento na fortaleza do Taleban em Kandahar, de acordo com um membro da milícia que se recusou a se identificar pessoalmente. Além disso, posições do Taleban ao redor da cidade de Mazar-e-Sharif estiveram sob assédio militar do grupo oposicionista Aliança do Norte, informou Ashraf Nadim, porta-voz do grupo. Os ataques desta segunda-feira tiveram início quase que exatamente 24 horas depois do começo da ofensiva militar, no domingo. Os alvos são instalações militares e campos de treinamento de terroristas mantidos pelo milionário Osama bin Laden, principal acusado pela destruição das Torres Gêmeas de Nova York em 11 de setembro, e pelo ataque ao Pentágono no mesmo dia. Estima-se que os atentados de 11 de setembro tenham deixado mais de 5 mil mortos. O secretário de Defesa dos EUA, Donald H. Rumsfeld, deu a entender hoje que ainda há muito por ser feito. ?Acreditamos ter feito progressos para eliminar os sítios de defesa antiaérea?, disse. ?Acreditamos ter causado impacto em campos aéreos militares (...) Ainda não podemos afirmar com certeza que destruímos dúzias de centrais de comando e outros alvos militares?, afirmou. O almirante Sir Michael Boyce, chefe da defesa britânica, disse que alguns dos campos de treinamento bombardeados poderiam estar vazios. Ainda assim, afirmou, ?certamente há mérito em evitar que tais campos voltem a ser utilizados. Foi o que fizemos?. Leia o especial

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