REUTERS/Max Rossi
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Com segurança reforçada, papa abre o Jubileu Extraordinário da Misericórdia

Depois dos atentatos em Paris, Roma aprovou medida extraordinária para instalar milhares de câmeras, além de detectores de metal, nas região; helicópteros da Aeronáutica patrulharam espaço aéreo do Vaticano

O Estado de S. Paulo

08 de dezembro de 2015 | 15h37

CIDADE DO VATICANO - O papa Francisco abriu nesta terça-feira, 8, o Jubileu Extraordinário da Misericórdia com uma cerimônia no Vaticano, que contou com a presença de milhares de fiéis de todo o mundo e foi encerrada com a abertura da Porta Santa da Basílica de São Pedro, cruzada por ele próprio e por seu antecessor, o papa emérito Bento XVI.

Desde a madrugada, milhares de fiéis já tinham chegado ao Vaticano. Eles tiveram que passar por um forte esquema de segurança, repleto de detectores de metais, uma medida extraordinária aprovada por Roma depois dos atentados terroristas de Paris.

Além da fiscalização, mais de 2 mil policiais patrulhavam a região. Foram instaladas 1.000 câmeras de segurança, enquanto helicópteros da Aeronáutica da Itália sobrevoavam o espaço aéreo do Vaticano e também de Roma.

Essa é a primeira vez na Igreja Católica que dois papas, Francisco e o emérito Bento XVI, cruzam juntos a Porta Santa, que permanecerá aberta o período do Jubileu, que termina em 20 de novembro de 2016.

Mais de 50 mil fiéis, segundo números divulgados pela delegação do governo em Roma, foram ao Vaticano para participar de uma jornada histórica, a inauguração de um Ano Santo que não ocorria desde 2000, quando João Paulo II era papa.

Também estiveram presentes no evento o presidente da Itália, Sergio Mattarella, o primeiro-ministro, Matteo Renzi, o ministro do Interior, Angelino Alfano, e o delegado do governo em Roma, Franco Gabrielli, além de outras personalidades políticas.

A cerimônia durou cerca de duas horas, desde seu início às 9h30 locais (6h30 em Brasília) até o papa Francisco cruzar a Porta Santa para concluir seu caminho rumo ao túmulo do apóstolo São Pedro.

Francisco cruzou a Porta Santa às 11h10 locais (8h10 em Brasília), mas antes fez um discurso no qual afirmou que o Jubileu Extraordinário "será um ano para crescer na convicção da misericórdia".

Francisco também lembrou que a realização deste ano santo tem um significado especial, pois ocorre no 50º aniversário do encerramento do Concílio Vaticano II (1962-1965). O papa reiterou a importância desta data na história da Igreja Católica, não só pela "riqueza dos documentos produzidos", mas também porque foi "um verdadeiro encontro entre a Igreja e os homens de então".

"Um encontro marcado pelo poder do Espírito que empurrava a Igreja a superar os empecilhos que durante muitos anos tinham a recluído em si mesma, para retomar com entusiasmo o caminho missionário", completou o papa.

Após Francisco, a primeira pessoa a cruzar a Porta Santa foi Bento XVI. Ele foi seguido dos demais cardeais, bispos, religiosos que participavam da celebração.

A procissão foi concluída no principal altar que se eleva sobre o túmulo do apóstolo São Pedro, o primeiro papa da história da Igreja Católica.

A tradição do Ano Santo remonta 1.300, sob o pontificado de Bonifácio VIII, que decretou celebrá-lo a cada século. No entanto, desde 1475, o evento passou a ser convocado a cada 25 anos, para permitir que cada geração viva pelo menos um Jubileu ordinário. Já os extraordinários são anunciados por causa de um acontecimento de especial relevância. / EFE

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