Com ventos de até 160 km/h, furacão ameaça Texas e México

Milhares de americanos e mexicanos foram retirados às pressas de suas casas; 30 mil estão sem energia

REUTERS E AP, O Estadao de S.Paulo

24 de julho de 2008 | 00h00

A furacão Dolly alcançou ontem o litoral norte do México e o sul do Estado do Texas, nos EUA. O olho do ciclone, de categoria 1, atingiu o continente com ventos de até 160 km/h. Uma mensagem de alerta foi emitida por autoridades dos dois países, na costa texana e no litoral mexicano, pois a região do Vale do Rio Grande pode sofrer inundações por causa das chuvas intensas e da alta da maré.O maior temor das autoridades era o de que os diques, espalhados pela margem do Rio Grande para evitar catástrofes desse tipo, não agüentassem a pressão da água e inundassem as cidades de Brownsville, no Texas, e a vizinha Matamoros, do outro lado da fronteira.De acordo com especialistas do Centro Nacional de Furacões dos EUA (NHC, pelas iniciais em inglês), Dolly também poderia dar origem a novos ciclones no sul e centro do Texas. "Os preparativos para proteger a vida e as propriedades devem ser rapidamente concluídos", advertiu um comunicado do NHC. Segundo meteorologistas americanos, a temporada de furacões no Atlântico chegou um mês antes do normal. Em anos anteriores, o primeiro ciclone tropical não se formava antes de 29 de agosto. Dolly já é o segundo fenômeno da temporada a tocar terra.Os primeiros estragos registrados em Matamoros e Brownsville foram a queda de árvores, sinais de trânsito e outdoors. Todas as ruas da cidade de South Padre Island foram alagadas. A tempestade arrancou telhados e deixou cerca de 30 mil moradores sem eletricidade. Milhares de americanos e mexicanos foram retirados de casa às pressas.Por precaução, a Marinha americana retirou mais de cem aviões de suas bases em Corpus Christi, Dallas, Midland e San Angelo, no Texas, e de Las Cruces, no Novo México. As companhias de petróleo Shell, ExxonMobil e Chevron também retiraram seu pessoal de suas instalações no Golfo do México.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.