Comandante afegão nega massacre de prisioneiros

Um comandante da Aliança do Norte negou que suas forças tenham assassinado centenas de prisioneiros talebans em uma fortaleza ao norte do Afeganistão, disse hoje um jornal turco. Centenas de prisioneiros, em sua maioria talebans não afegãos capturados após a queda da cidade de Kunduz, morreram durante um motim de três dias de duração na fortaleza de Kalai Janghi, perto de Mazar-i-Sharif, em fins de novembro. Grupos de defesa dos direitos humanos exigiram uma investigação dessas mortes.O general Rashid Dostum, um comandante militar usbeque, declarou ao jornal Hurriyet, falando de sua residência nos arredores de Mazar-i-Sharif, que ele também perdeu combatentes durante o motim. "É previsível a morte de pessoas na guerra", disse Dostum, acrescentando que 40 de seus soldados "foram martirizados em Kalai Janghi". Segundo Dostum, a eles não mataram os prisioneiros. "Acham que não temos coisa melhor para fazer? Seria impossível podermos matar tantas pessoas."Foram necessários milhares de soldados da Aliança do Norte, além de fortes bombardeios americanos para sufocar o levante, que se iniciou quando alguns prisioneiros assaltaram o arsenal da fortaleza e começaram a matar seus captores. Leia o especial

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