Comandante da Otan pede desculpas por morte de civis

O principal comandante da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), o general norte-americano Stanley McChrystal, pediu desculpas ao presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, pelo ataque aéreo realizado ontem, na província central de Uruzgan, que deixou mais de 20 civis mortos.

AE-AP, Agencia Estado

22 de fevereiro de 2010 | 20h39

Este foi o terceiro ataque da Otan a matar não combatentes somente neste mês. A notícia vem a público no momento em que as forças aliadas trabalham para derrotar bolsões de resistência do Taleban em Marjah, também no sul, e obter a confiança da população local.

O governo do Afeganistão ainda faz a contagem do número de civis mortos pelo ataque aéreo da Otan. O porta-voz do Ministério do Interior, Zemeri Bashary, disse que o ataque atingiu três micro-ônibus onde havia 42 pessoas, todas civis. Segundo ele, os investigadores locais recolheram 21 corpos e duas pessoas estavam desaparecidas.

Já o conselho de ministros do Afeganistão afirmou que ao menos 27 pessoas morreram e 12 ficaram feridas. O grupo também condenou o ataque e o qualificou como "injustificável". Bashary disse que estava verificando com funcionários do gabinete a razão pela qual os números são diferentes.

O ataque aéreo aconteceu numa zona remota do sul do país, perto do limite entre as províncias de Uruzgan e Daykundi e é uma mostra um dos grandes problemas enfrentados pelas forças de coalizão, enquanto elas tentam ganhar a confiança e o apoio dos civis em Marjah e por todo o Afeganistão: descobrir quem é aliado e quem é inimigo.

"Longa campanha"

O general norte-americano David Petraeus, que supervisiona a guerra do Afeganistão e do Iraque, disse hoje que os confrontos na região da cidade afegã de Marjah são a batalha inicial de uma longa campanha.

Petraeus disse que, provavelmente, a campanha vá durar entre 12 e 18 meses e é parte da estratégia revisada dos Estados Unidos de combate aos insurgentes no Afeganistão.

O general disse ao programa "Meet The Press", da emissora NBC, que não tem estimativas de quanto tempo a operação em Marjah vai durar. Os confrontos, que entraram em sua segunda semana, parecem estar mais lentos do que o esperado.

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