Comandante defende acordo entre EUA e Afeganistão

Um importante comandante da coalizão liderada pelos Estados Unidos no Afeganistão reforçou neste sábado que a assinatura de um acordo bilateral de segurança entre os dois países é necessária para mandar um claro sinal ao povo afegão e ao Taleban de que a comunidade internacional continua comprometida com a futura estabilidade da nação.

Agência Estado

10 de agosto de 2013 | 21h24

O general Joseph Dunford, que comanda a Força Internacional de Assistência à Segurança, disse à Associated Press que é importante fechar o acordo, que permitirá a permanência das tropas estrangeiras além de 2014. As negociações foram suspensas em junho pelo presidente afegão, Hamid Karzai, e Dunford não revelou se o pacto estava próximo de ser assinado.

Em julho, o general norte-americano Martin Dempsey afirmou que gostaria de ver um acordo até outubro, de modo que houvesse tempo suficiente para que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) se preparasse para manter a presença militar após 2014, em vez de promover uma retirada total das tropas.

"Não há dúvida de que um acordo bilateral de segurança mandará em primeiro lugar uma clara mensagem ao povo afegão e às forças de segurança do país e, principalmente, aumentará a confiança para lidar com os desafios que temos que lidar coletivamente nos próximos meses", declarou Dunford.

Se assinado o acordo entre o Afeganistão e os EUA, um pequeno grupo de treinadores e possivelmente tropas antiterrorismo continuarão atuando no país. Ainda que os números não tenham sido anunciados, acredita-se que seriam cerca de 9 mil norte-americanos e 6 mil soldados aliados.

Atualmente, cerca de 100 mil soldados de 48 países estão no Afeganistão, incluindo 66 mil norte-americanos. Até fevereiro, a presença das tropas dos EUA será reduzida para 34 mil e as forças da Otan cairá pela metade. De acordo com Dunford, os planos de retirada estão em andamento. Fonte: Associated Press.

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