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Comandante do EI no Afeganistão morre em ataque com drones

Otan atacou província no sudoeste do país; mulá Abdul Rauf era acusado de recrutar insurgentes para o grupo extremista 

O Estado de S. Paulo

09 de fevereiro de 2015 | 10h53


CABUL - Um dos comandantes do grupo Estado Islâmico (EI) no Afeganistão, o mulá Abdul Rauf, morreu nesta segunda-feira, 9, em um ataque com drones realizado pela Otan na província de Helmand, no sudoeste do país, informaram fontes de oficiais.

Abdul Rauf, ex-preso de Guantánamo e segundo do comando do EI para Khorasan - antiga denominação árabe da região afegã -, estava em um veículo com outros insurgentes no distrito de Kajaki, disse o vice-governador de Helmand, Mohammed Khan Rasoulyar.

Outros quatro guerrilheiros paquistaneses e o genro de Rauf morreram no ataque, que ocorreu por volta de 13h20 (6h50 em Brasília). "O responsável do EI para o sudoeste do Afeganistão, Abdul Rauf, morreu em uma operação militar bem-sucedida junto a quatro de seus cúmplices", disse o Diretório Nacional de Segurança da Agência Afegã de Espionagem em um comunicado.

A agência destacou que o comandante do EI liderava a lista dos mais procurados dos órgãos de segurança do Afeganistão há um mês.

Rasoulyar reiterou as denúncias de que Rauf, preso por seis anos em Guantánamo, estava recrutando insurgentes para o EI nas últimas semanas em "zonas inseguras", denominação dada pelas autoridades para as regiões do país onde não há o controle do Estado.

Em janeiro, Rauf foi nomeado como vice-líder do EI para Khorasan, que inclui o Afeganistão, partes do Paquistão e do Tajiquistão.

O integrante do Parlamento do Afeganistão Obaidula Barekzai disse recentemente que Rauf tinha sido um colaborador próximo do líder máximo taleban, o mulá Omar, embora estivesse ligado ao EI nos últimos anos.

A presença real do EI no Afeganistão foi motivo de discussão nos últimos meses, depois do surgimento de diferentes denúncias sobre campanhas de recrutamento. No entanto, há divergências e alguns acreditam que outros grupos estão usando o nome do EI para lucrar com a ascensão dos jihadistas. /EFE

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