Comandante do EP-3 condena pedido de desculpas

O tenente Shane Osborn, comandante do avião espião EP-3, desmentiu hoje as acusações da China de que provocou a queda do caça de interceptação chinês F-8 e ressaltou que não era necessário pedir desculpas ao governo chinês. Acompanhado dos demais 22 tripulantes do avião, o tenente Osborn concedeu entrevista coletiva antes de partir, com os companheiros, para Whildbsey Island, no Estado de Washington. Ali seriam recebidos festivamente por cerca de 10 mil pessoas.O comandante disse que o piloto chinês Wang Wei - cujas buscas no mar foram oficialmente encerradas ontem pela China - ficou a 1,5 metro do avião espião, quando esbarrou numa hélice e partiu-se ao meio. "Pensei que ele nos tivesse matado", disse Osborn ao notar que o piloto saltara de pára-quedas. "Nosso avião desceu bruscamente 2,3 quilômetros", acrescentou. "Fizemos cerca de 15 pedidos de socorro antes de fazer o pouso de emergência na ilha chinesa de Hainan."O militar americano disse também que os chineses dispensaram um tratamento educado e respeitoso à tripulação. "Mas sofremos pelo menos 26 horas de exaustivo interrogatório", acrescentou. O comandante do EP-3 insistiu em que seus procedimentos foram "absolutamente corretos", ressaltando que não houve motivo para pedido de desculpas.

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