Comandante do exército líbio renúncia

O comandante do exército da Líbia renunciou a seu posto neste domingo, enquanto uma unidade militar de elite tomou o controle de uma base de milícias ligadas ao governo depois de confrontos com manifestantes terem deixado 31 mortos em Benghazi, no leste do país.

AE, Agência Estado

09 de junho de 2013 | 16h21

Os recentes acontecimentos expõem o caos na segurança do país norte-africano mais de um ano depois da deposição e assassinato do ditador Muamar Kadafi.

A violência teve início ontem, quando manifestantes invadiram uma base pertencente ao Escudo Líbia, um agrupamento de milícias ligadas ao exército cuja missão era ajudar as forças regulares a manterem a segurança no país.

Os manifestantes exigiam que os milicianos abandonassem a base e passassem a se submeter plenamente à autoridade do exército.

As autoridades locais forneceram escassos detalhes sobre o episódio. Segundo testemunhas, o número de manifestantes era superior ao de milicianos e alguns dos participantes do protesto estavam armados. Fontes hospitalares, no entanto, afirmaram que a maior parte dos mortos era composta de manifestantes.

Além das 31 pessoas mortas, dezenas ficaram feridas, disse Mohamed Belied, diretor do hospital Jalaa, em Benghazi.

Hoje, o general Youssef al-Mangoush, comandante do exército líbio, anunciou sua renúncia ao cargo por causa do "incomumente elevado" número de mortos nos confrontos em Benghazi.

Também neste domingo, forças especiais tomaram o controle da base miliciana em Benghazi. Cinco integrantes da força foram mortos e dez ficaram feridos em uma explosão ocorrida quando tentavam entrar no local, disse o coronel Abdullah el-Shiafy à agência de notícias Lana. Outras unidades militares tomaram hoje mais três bases da Escudo Líbia neste domingo.

O agrupamento miliciano pró-governo ainda não revelou quais serão seus próximos passos, mas as forças regulares líbias têm dependido das milícias para cumprir suas atribuições desde a queda de Kadafi, inclusive o controle das fronteiras e segurança dos aeroportos. Fonte: Associated Press.

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