Victor J. Blue/The New York Times
Victor J. Blue/The New York Times

Pentágono 'lamenta profundamente' mortes no Afeganistão, diz Carter

Em comunicado, secretário de Defesa americano afirma que o país apoia as investigações do governo afegão; mais cedo, chefe das forças estrangeiras no Afeganistão reconhece que bombardeio a hospital foi um erro e ordem partiu dos EUA

O Estado de S. Paulo

06 Outubro 2015 | 12h17

WASHINGTON - (Atualizada às 18h22) O secretário de Defesa dos EUA, Ashton Carter, declarou nesta terça-feira, 6, que o Pentágono lamenta profundamente as mortes registradas em um ataque de sua aviação contra um hospital da organização Médico Sem Fronteiras (MSF) na cidade afegã de Kunduz.  

"A investigação sobre como isso ocorreu ainda continua e estamos apoiando por completo a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) e as investigações afegãs a respeito", explicou Carter em um comunicado divulgado à imprensa. 

Mais cedo, o general John Campbell, chefe da missão da Otan no Afeganistão, admitiu diante da Comissão das Forças Armadas do Senado americano que o bombardeio, que matou 22 pessoas, foi um "erro" e partiu de dentro do comando americano.  "Um hospital foi atingido por erro", afirmou Campbell. "Nunca apontaríamos intencionalmente contra uma instalação médica protegida."

O discurso de Campbell ocorre três dias depois do ataque aéreo. Na segunda-feira, Campbell havia dito que o ataque aéreo foi um pedido das forças afegãs que relataram estar em conflito com o grupo terrorista Taleban. 

Também nesta terça-feira, a MSF afirmou considerar "contraditórias" as explicações dadas no dia anterior pelo Pentágono, atribuindo a responsabilidade ao Exército afegão. A ONG voltou a pedir uma investigação "independente e transparente" para apurar o "crime de guerra". 

A Otan espera conhecer todos os detalhes da investigação que abriu sobre o ataque para poder chegar a uma conclusão sobre o ocorrido, disse hoje o secretário-geral da Aliança, Jens Stoltenberg. “O trágico incidente (em Kunduz) é um assunto sério e por isso é importante colocar todos os fatos sobre a mesa”, disse em uma coletiva de imprensa. Ele ainda destacou a necessidade de uma investigação “completa e minuciosa” realizada “de maneira transparente”. / AFP e EFE

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