Comandante dos EUA reúne-se com presidente do Paquistão

O general Tommy Franks, o mais alto comandante dos EUA na guerra no Afeganistão, reuniu-se hoje com o presidente paquistanês, Pervez Musharraf, para discutir a segurança na região fronteiriça e o disputado território da Caxemira. Segundo uma autoridade paquistanesa que pediu para não ser identificada, Franks e Musharraf conversaram sobre os últimos desdobramentos "na guerra contra o terrorismo e as tensões prevalecentes na Linha de Controle na região himalaia da Caxemira". As discussões se concentraram na necessidade de se reforçar a segurança ao longo da fronteira do Paquistão com o Afeganistão, onde combatentes da Al-Qaeda e do Taleban podem ter buscado refúgio depois que forças lideradas pelos EUA retomaram o controle do Afeganistão, no fim do ano passado.O presidente afegão, Hamid Karzai, disse no domingo que provavelmente existem bolsões de combatentes e indivíduos - entre eles o líder taleban mulá, Mohammed Omar - na região fronteiriça, ainda capazes de "atividades terroristas".O Paquistão, entretanto, qualificou de meras conjecturas as declarações do presidente da Comissão de Inteligência do Senado dos EUA, Bob Graham, sobre a possibilidade de o líder da Al-Qaeda, Osama bin Laden, estar escondido no país. Musharraf tem sido um aliado-chave na coalizão antiterrorista liderada pelos EUA desde que rompeu laços com o Taleban após os atentados de 11 de setembro.AdiamentoFranks deveria viajar na noite desta segunda-feira para o Afeganistão, para visitar o quartel-general das forças internacionais na Base Aérea de Bagram, norte da capital Cabul. Mas a partida de Franks de Islamabad foi adiada sem explicações. Ele visitou o Afeganistão pela última vez em maio.O Paquistão e a Índia quase foram à guerra recentemente pela dividida província himalaia da Caxemira, disputada pelos dois países. Nova Délhi acusa Islamabad de apoiar militantes islâmicos baseados no Paquistão, que se infiltram na Índia para atacar alvos civis e militares. O Paquistão nega a acusação.As tensões cresceram nos últimos meses depois de uma série de ataques no território indiano, que quase culminaram com uma guerra nuclear entre duas nações. As tensões foram aliviadas depois de esforços diplomáticos dos EUA e de outros países.

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