Comandante iraniano diz que mísseis contra bases americanas são início de operação

Comandante iraniano diz que mísseis contra bases americanas são início de operação

Segundo militar da Guarda Revolucionária do Irã, objetivo era mostrar força e atingir equipamentos dos Estados Unidos

Redação, O Estado de S.Paulo

09 de janeiro de 2020 | 12h27
Atualizado 09 de janeiro de 2020 | 14h30

O chefe da divisão aérea da Guarda Revolucionária do Irã, brigadeiro-general Amir Ali Hajizadeh, afirmou nesta quinta-feira, 9, que o objetivo de seu país com o ataque com mísseis balísticos contra duas bases americanas no Iraque não tinha como objetivo ser letal, mas que são o início de uma grande operação. 

"Os ataques com mísseis em uma das bases mais importantes dos EUA foram o início de uma grande operação que continua por toda a região", disse Hajizadeh. "Queríamos atingir a 'máquina militar' do inimigo". Apesar disso, ele afirmou que "dezenas de pessoas foram mortas ou feridas" - informação negada tanto por oficiais do Iraque como dos Estados Unidos. As declarações foram dadas à agência de notícias iraniana Tasnim.  

"Poderíamos organizar a operação de maneira que 500 fossem mortos na primeira etapa e, se respondessem, na segunda e terceira etapas, suas baixas chegariam de 4 mil a 5 mil", disse. Os ataques foram uma reação à morte do general Qassim Suleimani, o principal militar iraniano, na quinta passada, em Bagdá, a mando do governo americano. 

Na quarta, Donald Trump preferiu evitar uma escalada no conflito e optou por mais sanções econômicas ao Irã. No primeiro pronunciamento após o ataque, o presidente americano disse que estava pronto para “abraçar a paz” e garantiu que prefere a pressão diplomática à opção militar. 

Demonstração de capacidade

Também nesta quinta, o subcomandante da Guarda Revolucionária, Ali Fadavi, afirmou que o ataque foi uma demonstração da capacidade defensiva iraniana. Ele destacou que o bombardeio contra a base de Al Asad foi "uma das manifestações inigualáveis do poderio e da capacidade do Irã no campo da defesa militar".

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"Os EUA sempre cometeram atrocidades e crimes na região e no mundo, mas nunca conseguiram a vitória diante do Irã islâmico", comentou, segundo a agência de notícias Tasnim. Imagens de satélite registradas pela empresa americana Planet e divulgadas na quarta mostraram danos significativos em edifícios de uma das bases aéreas atacadas.  / Com informações do Washington Post e da EFE

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