Comandante israelense defende bombardeio de Gaza

O comandante da Força Aérea de Israel afirmou, numa entrevista publicada hoje, que o ataque aéreo que, em julho, matou 14 pessoas, além do seu alvo, um alto líder militar do Hamas, foi moralmente correto. Nove dos mortos eram crianças. O major-general Dan Halutz disse ao jornal israelense Haaretz que foi "militar e moralmente" apropriado lançar uma bomba de uma tonelada contra a casa de Salah Shehadeh, numa vizinhança apinhada de Gaza, apesar do risco de ferir outros civis. Israel foi duramente condenado pela ação, inclusive por seu aliado mais próximo, os Estados Unidos. Halutz afirmou ao jornal que ficou irritado com as críticas. Ele disse que é legítimo alvejar um terrorista, mesmo que pessoas inocentes possam ser mortas. Shehadeh era o líder da ala militar do Hamas, e promoveu vários ataques contra civis israelenses. "Não tenho dúvidas sobre isso", teria dito Halutz, a respeito da moralidade do ataque. "Contra um homem que cometeu ou que é positivamente sabido que esteja planejando um mega-ataque terrorista, minha resposta é um categórico sim". Halutz não aceitou críticas sobre o uso de uma poderosa bomba para matar Shehadeh, alegando que se tivesse sido usada uma bomba de meia tonelada, ele teria de ter jogado duas, porque uma poderia ter errado o alvo. "O processo de decisão foi correto, equilibrado e cuidadoso. O problema foi com a informação, a informação mudou", explicou, referindo-se à garantia do Exército de que não sabia que tantos civis viviam na vizinhança de Shehadeh. "Em relação à mudança da informação de inteligência, aqueles que esperam por 100% de certeza em todo caso provavelmente nunca agirão", acrescentou.

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