Comandante pede desculpas por tortura de iraquianos

O comandante das prisões controladas pelos EUA no Iraque pediu desculpas pelas torturas cometidas por guardas americanos contra prisioneiros iraquianos e convidou a Cruz Vermelha e o Conselho de Governo iraquiano a abrirem escritórios dentro da prisão de Abu Ghraib. O general Geoffrey Miller acompanhou jornalistas num giro pela imensa prisão, quando presos fizeram novas denúncias de maus-tratos. "Gostaria de me desculpar em nome de nossa nação e nossas Forças Armadas pelo pequeno número de soldados que cometeram atos ilegais ou não-autorizados aqui em Abu Ghraib", disse Miller a repórteres ocidentais e árabes. "Tratam-se de violações não apenas de nossa política nacional mas também de como nos comportamos como membros da comunidade internacional". O general Mark Kimmitt, porta-voz do comando dos EUA, também pediu desculpas. Enquanto Miller conversava com repórteres na ala onde foram feitas as fotos mostradas pela rede CBS, de soldados americanos humilhando prisioneiros, cinco prisioneiras começaram a gritar e agitar seus braços através das barras de ferro. "Estou aqui há cinco meses", gritou uma, em árabe. "Não pertenço à resistência. Tenho filhos em casa". Num imenso pátio com várias barracas usadas para detidos com problemas de saúde, prisioneiros, alguns com muletas, correram atrás do ônibus dos jornalistas aos gritos. "Por quê? Por quê?", gritava um, levantando uma perna mecânica acima da cabeça. "Ninguém me disse porquê estou aqui".

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.