Comandante xiita diz que quer seqüestrar o príncipe Harry

O seqüestro do príncipe Harry, da Inglaterra, será um objetivo preferencial caso ele seja enviado à frente de batalha no Iraque, segundo declarou ao jornal britânico "The Guardian" um comandante do Exército de Mahdi, milícia xiita leal ao clérigo radical Moqtada al-Sadr."Um de nossos objetivos é capturar Harry. Temos gente infiltrada nas bases britânicas, que nos informarão seus movimentos", disse ao jornal britânico Abu Mujtaba. Ele comanda uma unidade de aproximadamente 50 homens que operam no Exército de Mahdi em Basra, no sul do Iraque."Não só nós, mas qualquer pessoa que odeia os britânicos e os americanos tentará seqüestrar Harry. Todos os Mujahedin iraquianos, Al Qaeda, os iranianos, todo o mundo", afirmou o militante xiita."Para mim, ele é um soldado britânico a mais, que seria preciso matar se vier ao Iraque. Mas sejamos realistas: podemos matar centenas de soldados britânicos antes que eles sejam obrigados a se retirar, como ocorre com os americanos. Já Harry é um peixe mais gordo. Com ele, poremos os britânicos de joelhos", argumentou.Uma fonte do Ministério da Defesa iraquiano disse ao "Guardian" que as milícias xiitas poderiam tomar Basra rapidamente, porque se infiltraram nas forças de segurança locais. "Quando os britânicos criaram as forças locais, dependiam das milícias para elaborar as listas de recrutas", disse o iraquiano. Uma fonte do Ministério da Defesa britânico disse que as ameaças contra o príncipe Harry são "propaganda de gente que quer dividir o país". Para ele, as intimidações não impedirão que "as forças britânicas continuem na sua tarefa de ajudar os iraquianos".O regimento do príncipe Harry será destacado em breve para um período de seis meses no sudeste do Iraque. As suas missões serão de reconhecimento, em veículos encouraçados, como o que sofreu um atentado com bomba na semana passada, na província de Maysan, no qual morreram seus dois ocupantes.O Ministério da Defesa estuda atualmente a decisão de enviar Harry ao Iraque. A preocupação, refletida na imprensa, é de que sua chegada motive os insurgentes a intensificar a sua guerra de propaganda e ponha em perigo não só o próprio príncipe mas também seus companheiros.O príncipe está, no entanto, decidido a ir. Segundo o jornal "Daily Express", ele conta com o apoio de sua avó, a rainha Elizabeth II.

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