Comando americano faz "ensaio geral" da guerra

No segundo dia de exercícios simulados, por computador, de um ataque ao Iraque, o chefe do Comando Central dos EUA, general Tommy Franks, reconheceu que essas manobras são muito importantes "para preparar as forças americanas para uma guerra". Ele disse não ter tomado ainda uma decisão sobre se manterá seus principais planejadores militares e seu pessoal na base de Camp As-Sayciah, perto de Doha, no Catar, depois desse treinamento. "Trata-se de questões a que nosso presidente (George W. Bush) e a comunidade internacional responderão. Veremos até onde isso vai." Os exercícios, batizados de "Olhar Interno", têm como objetivo determinar a capacidade do Comando Central - recentemente transferido do Estado da Flórida para o Catar - para pôr em operação um novo centro de comando na região, com a finalidade de supervisionar possíveis combates. Analistas militares consideram que essa operação já é um ensaio geral para uma invasão do Iraque. Já o presidente do Iraque, Saddam Hussein, fez um chamamento aos altos dirigentes militares - entre o quais se encontram seus filhos Qusay e Uday - para que aumentem a capacidade de combate das Forças Armadas e dos voluntários iraquianos, informou a agência oficial INA. Hoje, a aviação americana bombardeou um sistema de mísseis terra-ar que os iraquianos haviam levado para Al-Amarah, a cerca de 164 quilômetros de Bagdá. O local fica na chamada zona de exclusão aérea estabelecida pelos EUA e Grã-Bretanha no sul do país, após a Guerra do Golfo (1991), sem o aval da ONU, para proteção da população xiita, que se rebelara contra Saddam e vinha sendo alvo de represálias. Uma outra zona de exclusão foi criada no norte, onde a população, majoritariamente curda, também se opõe a Saddam. Nas últimas semanas, os EUA e a Grã-Bretanha intensificaram os bombardeios contra alvos militares e de telecomunicações iraquianos nessas zonas.

Agencia Estado,

10 Dezembro 2002 | 19h57

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