Comando militar israelense vê risco crescente de 'guerra total' na região

Para responsável do Comando de Retaguarda do Exército armas de destruição em massa podem ser usadas

Efe

06 Setembro 2011 | 10h06

JERUSALÉM - O responsável do Comando de Retaguarda do Exército israelense, Eyal Eisenberg, vê um risco crescente de uma "guerra total e sem quartel" no Oriente Médio na qual "armas de destruição em massa" podem chegar a ser empregadas.

 

Em discurso no Instituto de Estudos de Segurança Nacional de Tel-Aviv, Eisenberg divulgou na noite desta segunda-feira que foi encontrado um novo projétil palestino em poder das milícias de Gaza durante a última escalada de violência na região, há três semanas, informou o diário "Yedioth Ahronoth".

 

"Descobrimos uma nova arma, pelo que ordenamos às pessoas que se escondam sob dois tetos, em vez de um só", indicou.

 

Eisenberg previu ainda um futuro bastante negro na região, porque "aumentam as chances de uma guerra total, sem quartel, com a possibilidade de armas de destruição em massa serem empregadas".

 

"No Líbano, o Hezbolah está se fortalecendo nos braços do Governo, mas não perdeu seu desejo de atacar Israel, e as relações com a Turquia não passam por seu melhor momento", avaliou.

 

Por outro lado, prosseguiu, o Irã "continua seu programa nuclear como toda a força" e o Egito "se transformou em uma fronteira de terrorismo", já que o Exército "perdeu o controle do Sinai, que ficar em poder de uma entidade islâmica".

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