Comando paquistanês resgata 39 reféns, três morreram

Cerco durou 22 horas; Taleban reivindica autoria e governo quer fortalecer ofensiva

Reuters e Associated Press

11 de outubro de 2009 | 02h53

Tropas paquistanesas retornam para base após conduzir operação na qual libertaram cerca de 30 reféns

 

 

Comandos paquistaneses invadiram um edifício no começo deste domingo e resgataram 39 reféns que foram presos por suspeitos militantes talebans, após um ataque aos chefes do Exército. A ação pôs fim a violência que começou um dia antes, disse um porta-voz militar.

 

Três reféns, dois militares e quatro dos homens armados foram mortos na pré-operação de resgate, disse o porta-voz, o major general Athar Abbas. Dois membros do comando foram feridos. Um dos militantes, também ferido, foi preso.

 

"Agora não há mais terrorista deixado aqui. A operação acabou", disse Athar Abbas à Reuters.

A informação anterior do exército era o número de reféns ficava entre 10 a 15 soldados.

 

Um pouco mais tarde, o exército anunciou que os comandos capturaram o último miliciano que continuava dentro do edifício e deram por terminado o cerco que durou 22 horas no total. O homem estava ferido, disse o porta-voz do Exército general Athar Abbas.

 

Três fortes explosões e disparos foram ouvidos antes do amanhecer dentro do prédio próximo à Islamabad e três ambulâncias saíram do lugar, enquanto um helicóptero sobrevoava a zona.

 

Cerca de cinco milicianos com uniformes militares, fuzis e granadas fizeram os soldados de reféns logo que outros combatentes atacaram o portão principal do quartel no sábado. Esse primeiro combate deixou quatro assaltantes e seis soldados mortos, incluindo dois comandantes militares, em um golpe contra as instituições mais poderosas daquele país que possui armas nucleares.

 

A mídia paquistanesa disse que o Taleban reivindicou a responsabilidade pelo ataque e o ministro do Interior Rehman Malik ressaltou que os ataques fortaleceram a resolução do governo de lançar a ofensiva.

 

No sábado, 10, homens vestindo uniforme do exército atacaram os comandantes do exército matando seis soldados incluindo o um brigadeiro e um coronel em uma troca de tiros no portão principal.

 

Cinco homens foram mortos lá e dois dos milicianos feridos capturados. Mas outros escaparam e foram para o prédio do escritório de segurança.

 

Atualizada às 03h09

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