Combate ao terror exige ação mundial, dizem americanos

Os americanos, numa proporção de dois para um, dizem que a melhor maneira de evitar o terrorismo é com os Estados Unidos ajudando a resolver problemas internacionais, segundo uma pesquisa que sugere um grande mudança de atitude. A sondagem pelo Pew Research Center for the People & the Press in America também mostrou uma grande consideração com os interesses dos aliados no confronto com o terrorismo internacional; uma pequena erosão na confiança na forma como a administração Bush está lidando com a situação terrorista, apesar de quatro em 10 ainda dizerem que ele está fazendo um trabalho muito bom; o aumento do apoio a um sistema de defesa antimíssil, apesar de persistir uma divisão sobre a questão entre republicanos e democratas. Antes dos atentados terroristas de 11 de setembro nos EUA, menos da metade dos pesquisados pelo mesmo instituto acreditava que os Estados Unidos deveria fortemente considerar os interesses dos aliados externos no desenvolvimento da política exterior. A nova pesquisa sugere que o sentimento público pela consideração dos interesses aliados no desenvolvimento de políticas subiu significativamente desde aquele dia, e com a subseqüente construção da coalizão para a campanha antiterrorista e os ataques aéreos contra a rede Al-Qaeda e seus protetores no governo afegão. Seis em cada dez afirmaram que os líderes do país devem levar em consideração os interesses dos aliados enquanto desenvolvem a guerra da nação contra o terrorismo. "Pode haver agora um maior apoio para se adotar uma posição ativa nas questões internacionais, substituindo a anterior relutância do público com ações em regiões como o Haiti e Bálcãs", disse Andrew Kohut, diretor do Pew Research Center. "A política externa não será mais a criança rejeitada que vinha sendo nos últimos anos". A maioria dos grupos, incluindo republicanos conservadores, demonstraram mais interesse em que sejam fortemente considerados os interesses de aliados no desenvolvimento da campanha antiterrorista. Mais da metade, 55%, quer que políticas antiterror sejam desenvolvidas considerando cuidadosamente os interesses dos aliados. Antes dos ataques, apenas quatro em cada 10 tinham a mesma opinião. O aumento do interesse com questões internacionais parece estar vinculado às grandes preocupações dos americanos com o terrorismo em seu solo. A confiança na forma como o governo está lidando com a ameaça terrorista parece estar diminuindo um pouco. Quatro em cada 10, na nova pesquisa, dizem que o governo está tratando a ameaça terrorista muito bem, comparado com cerca da metade que assim considerava no começo de outubro. Também cresceu o apoio público ao aumento dos gastos militares. O número dos que querem o aumento do orçamento militar cresceu de um terço para metade desde o começo de setembro. Quase dois terços, 64%, afirmam que os EUA deveriam construir um sistema de defesa antimíssil, e metade disse que o país necessita imediatamente do sistema. No começo de setembro, 56% favoreciam a idéia do sistema e um terço queria que ele fosse construído imediatamente. A pesquisa também mostrou que 56% dos entrevistados opinaram que os EUA deveriam continuar apoiando Israel como têm feito no passado. Leia o especial

Agencia Estado,

24 Outubro 2001 | 13h56

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