Combate com grupo terrorista deixa 13 mortos nas Filipinas

Dez terroristas e três militares morreram nesta quinta-feira em um confronto entre tropas governamentais filipinas e o grupo islâmico Abu Sayyaf, em Patikul, na ilha de Jolo, 980 quilômetros ao sul de Manila."A informação preliminar é de que 10 membros do Abu Sayyaf morreram e dois foram capturados", disse à imprensa o porta-voz do Comando de Mindanao Ocidental, o comandante Eugene Batara, em Zamboanga.Três militares também morreram no combate. O grupo rebelde é liderado por Radulan Sahiron, da cúpula do Abu Sayyaf, grupo que os governos dos Estados Unidos e das Filipinas vinculam à Al-Qaeda.A presidente das Filipinas, Gloria Macapagal Arroyo, reafirmou em Manila seu compromisso de acabar com o terrorismo."O governo está determinado a terminar o trabalho com mão de ferro contra o mal", disse a governante. Ela considerou um "marco" a operação antiterrorista desta semana que matou Abu Solaiman, acusado pelo assassinato de dois turistas americanos, entre outros aos terroristas."O Abu Sayyaf vai querer vingar a morte de seu líder", previu o chefe do Comando de Mindanao Ocidental, tenente-general Eugenio Cedo. Medo nas FilipinasO Exército filipino teme que o grupo radical Abu Sayyaf inicie uma nova onda de atentados um dia ´após confirmação da morte de um de seus líderes, informaram nesta quinta-feira os militares."Não podemos dormir sobre os louros porque ainda estão em liberdade outros alvos muito valiosos. O Abu Sayyaf certamente vai querer vingar a morte de seu líder", disse o chefe do Comando de Mindanao Ocidental, tenente-general Eugenio Cedo.As autoridades confirmaram ontem a morte de Abu Solaiman, um dos chefes do grupo radical e acusado pelo assassinato de dois turistas americanos, além de outros atos terroristas.Unidades adicionais das forças especiais chegaram à ilha de Jolo, cerca de mil quilômetros ao sul de Manila, segundo Cedo. Ele prometeu manter a ofensiva para neutralizar outros líderes do Abu Sayyaf e da Jemaah Islamiya. Entre eles, os indonésios Dulmatin e Umar Patek, acusados de participar dos atentados de 2002 em Bali, nos quais morreram 202 pessoas.As autoridades filipinas acham que os terroristas tentarão se reagrupar depois de três operações consecutivas terem minado suas atividades."Agora, eles vão perceber que o cerco vai continuar, onde quer que estejam. Só têm uma opção se quiserem continuar vivos, que é se renderem", acrescentou o tenente-general.

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