Combate deixa 18 mortos nas Filipinas

Pelo menos 15 membros da Frente Moro de Libertação Nacional (FMLN), dois marines filipinos e uma criança morreram durante um combate na ilha de Jolo, 980 quilômetros ao sudeste da capital, informou hoje uma fonte militar.O enfrentamento aconteceu na tarde deste sábado nas cercanias do povoado de Panamao, onde o comandante rebelde muçulmano Habier Malik liderou um ataque com fogo de morteiro contra uma base dos marines, segundo o porta-voz deste corpo, tenente-coronel Ariel Caculitan, que acrescentou que outros 17 soldados e um menor ficaram feridos na ação.Os guerrilheiros do FMLN foram os mesmos que há um mês retiveram uma equipe de negociadores do Governo para exigir uma revisão do acordo de paz alcançado em 1996.O Exército filipino postou dez helicópteros e quatro caças-bombardeiros para lutar contra as posições dos rebeldes, que horas antes já tinham efetuado outro ataque contra as tropas do Governo, resultando na morte de dois marines e um civil.Os militares qualificaram os dois incidentes de uma "clara violação" do acordo de paz de 1996, e denunciaram a agressão a vítimas inocentes e menores, enquanto o ministro da Presidência, Eduardo Ermida, pediu ao FMLN a suspensão de seus ataques contra alvos civis.O FMLN, antiga organização extremista que queria estabelecer um Estado islâmico independente no sul das Filipinas, transformou-se há onze anos em um partido político que desde então governa a Região Autônoma do Mindanao Muçulmano, formada pelas províncias de Maguindanao, Lanao do Sul, Jolo e Tawi-Tawi.No entanto, alguns radicais que deixaram o braço oficial continuam a luta armada em Jolo, onde também se escondem o "Abu Sayyaf" e a "Jemaah Islamiya", considerados grupos terroristas pelos Estados Unidos e o Governo filipino

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