Combate entre Exército e guerrilha mata 100 no Sri Lanka

Confronto com tigres tamêis deixa 400 soldados feridos; Defesa anuncia conquista de terreno da guerrilha

Efe,

23 de abril de 2008 | 16h58

Mais de 100 soldados do Sri Lanka morreram e outros 400 ficaram feridos nesta quarta-feira, 23, durante um violento combate no norte do país com guerrilheiros dos Tigres de Libertação da Pátria Tâmil (LTTE), informaram fontes militares, segundo a rede CNN. Ainda nesta quarta-feira, o Ministério de Defesa cingalês anunciou a conquista de 500 metros quadrados de terreno da guerrilha. O combate ocorreu de manhã na frente de Muhamalai, no norte do país, quando o grupo lançou um ataque contra as linhas do Exército, segundo o porta-voz militar Udaya Nanayakkara. Mais cedo, informações do governo davam conta de que 100 guerrilheiros e 43 soldados foram mortos no enfrentamento.  Veja também:Ataque suicida mata ministro e nove pessoas no Sri Lanka O Ministério da Defesa anunciou que alguns dos feridos foram transportados de avião para Colombo, capital do país. "Os Tigres tâmeis sofreram um severo dano e foram obrigados a recuar 500 metros de sua posição inicial. O Exército aproveitou a oportunidade para romper a primeira linha de defesa rebelde em Muhamalai, e tenta agora de consolidar as linhas defensivas", afirmou a Defesa. No entanto, no site Tamilnet, que apóia a guerrilha, o comando guerrilheiro negou a informação governamental e disse que os soldados tiveram que se retirar após uma "tentativa de romper as linhas defensivas dos LTTE em vários pontos." Segundo a versão guerrilheira, a ofensiva do Exército, utilizando tanques e artilharia, começou às 3h30 no horário local e terminou nove horas depois, após ser "totalmente repelida". "As unidades do Exército tiveram que se retirar deixando para trás os corpos de seus soldados", afirmou o Comando rebelde de Operações das Forças do Norte, que não mencionou número de vítimas. Em 16 de janeiro, o governo rompeu os acordos de cessar-fogo de 2002 e levou o país novamente ao estado de guerra, embora na realidade os combates entre o Exército e a guerrilha tenham sido constantes nos meses anteriores. Os adversários informam freqüentemente de baixas causadas ao inimigo, mas as demais partes envolvidas não têm confirmação independente porque o acesso às frentes de batalha é restrito. Os Tigres tâmeis têm sob seu poder vários distritos no norte do Estado, os quais governa "de fato". Os Tigres lutam há mais de duas décadas por um Estado independente nas regiões do leste e norte do país, onde a etnia tâmil é majoritária em relação à cingalesa, que domina o resto da ilha do Índico.  

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