Combate entre rebeldes muçulmanos e Exército deixa 41 mortos nas Filipinas

Militares lançam ofensiva desde o fim de semana contra rebeldes na Ilha de Mindanao

O Estado de S. Paulo,

29 de janeiro de 2014 | 09h29

MANILA - Pelo menos 41 pessoas morreram desde o fim de semana em combates entre guerrilheiros do grupo rebelde Combatentes Islâmicos do Bangsamoro e o Exército das Filipinas na ilha de Mindanao, no sul do país, informou o governo nesta quarta-feira, 28.

"Houve um intenso tiroteio desde ontem à noite até esta madrugada. Vamos continuar a perseguição do inimigonas próximas 72 horas", disse o porta-voz da Sexta Divisão de Infantaria do Exército, o coronel Dickson Hermoso, em entrevista coletiva em Camp Siongco, na província de Maguindanao, segundo a imprensa local.

Os enfrentamentos mais duros ocorreram em Datu Piang, cidade de Maguindanao com cerca de 30 mil habitantes e na fronteira com a província de Cotabato do Norte. Hermoso afirmou que o exército contabilizou 40 corpos de rebeldes, enquanto a outra vítima é um soldado. O porta-voz militar ainda acusou os Combatentes Islâmicos do Bangsamoro de recrutar menores como soldados.

O grupo rebelde surgiu em 2010 de uma divisão da Frente Moura de Libertação Islâmica (FMLI), a principal organização muçulmana armada das Filipinas, ao se opor as negociações de paz com o governo.

O FMLI e o governo alcançaram um acordo no sábado passado na Malásia sobre a última parte das negociações de paz, que poderia pôr fim a um conflito armado de quatro décadas e que causou milhares de mortos. No dia seguinte, o Exército começou uma ofensiva contra os Combatentes Islâmicos do Bangsamoro.

O Centro de Ação para os Direitos Humanos de Mindanao denunciou que centenas de cidadãos das zonas afetadas pelos combates se viram forçados a fugir de seus lares. Entre 100 mil e 150 mil pessoas, pelo menos 20% delas civis, morreram em quatro décadas de conflito separatista no sul das Filipinas. / EFE

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