Yahia Arhab/Efe
Yahia Arhab/Efe

Combate no Iêmen deixa ao menos 10 mortos e 43 feridos

Choques em Taiz ocorrem desde terça-feira; em Sanaa, oposição anuncia formação de gabinete interino

TAIZ, IÊMEN, O Estado de S.Paulo

02 de dezembro de 2011 | 03h02

TAIZ - Um combate entre forças do governo e líderes tribais que ocorre desde a terça-feira em Taiz, no Iêmen, matou ao menos dez pessoas, entre civis e militares, ontem. Segundo o Ministério da Defesa do país, no entanto, o número de mortos chegou a 13 - 5 soldados, 4 integrantes de tribos e 4 cidadãos comuns.

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Segundo a ONG Human Rights Watch (HRW, na sigla em inglês), os confrontos já deixaram 35 mortos na cidade desde outubro. Os combates persistem apesar de o presidente Ali Abdullah Saleh - que enfrentou 10 meses de protestos pelo fim de seu regime de 33 anos - ter deixado o poder, no dia 23. Depois do anúncio oficial da transmissão da presidência ao vice, Abd-Rabbu Mansour Hadi, porém, manifestantes têm tomado as ruas de Taiz e outras cidades para demonstrar sua insatisfação com a imunidade judicial que o autocrata garantiu no acordo estabelecido por intermédio do Conselho de Cooperação do Golfo.

De acordo com a Associated Press, o confronto de ontem deixou 43 feridos em Taiz - entre eles 15 soldados. Mas esses números também eram conflitantes. A HRW afirmou que os civis mortos foram atingidos por disparos da artilharia das forças iemenitas e pediu ao Conselho de Segurança da ONU que congele os bens de oficiais da cúpula militar do país.

Ainda ontem, na capital, Sanaa, a oposição afirmou que entrou em acordo com o partido de Saleh sobre as diretrizes do governo interino que terá a incumbência de organizar eleições presidenciais em 21 de fevereiro. O novo gabinete deverá ser anunciado no domingo.

Segundo Mohammed Qahtan, porta-voz do bloco opositor, os ministérios do Petróleo, Defesa, Relações Exteriores, Telecomunicações e Serviço Civil irão para a legenda do presidente e as pastas do Planejamento e Cooperação Internacional, Interior, Informação, Finanças e Direitos Humanos ficam com a oposição. / REUTERS, AP e NYT

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