Mohamed al-Sayaghi / Reuters
Mohamed al-Sayaghi / Reuters

Combatentes da Al-Qaeda no Iêmen aderem ao Estado Islâmico

Filial iemenita da Al-Qaeda já havia rejeitado anteriormente a autoridade do califado; grupos disputam hegemonia entre jihadistas

O Estado S. Paulo

11 de fevereiro de 2015 | 09h48

SANAA - Combatentes islâmicos no Iêmen renunciaram à Al-Qaeda na Península Arábica e prometeram lealdade ao chefe do Estado Islâmico, de acordo com uma mensagem no Twitter recuperada pelo grupo de monitoramento Site, situado nos Estados Unidos.

"Nós anunciamos a formação de brigadas armadas especializadas em combater os apóstatas em Sanaa e Dhamar", escreveram os supostos ex-integrantes da filial da Al-Qaeda, referindo-se às duas províncias centrais do país. "Eu anuncio o rompimento do juramento de lealdade ao xeique, o santo guerreiro e sábio xeique Ayman al-Zawahiri (líder da Al Qaeda)... Nós nos comprometemos a ouvir e obedecer o califa dos fiéis, Ibrahim bin Awad al-Baghdadi."   

A filial iemenita da Al-Qaeda  já havia rejeitado anteriormente a autoridade do Estado Islâmico, grupo que declarou um califado, em porções de território do Iraque e da Síria.

A autoridade estatal no Iêmen se desintegrou desde que uma milícia muçulmana xiita tomou formalmente o poder na semana passada. A Al-Qaeda na Península Arábica, organização muçulmana sunita, jurou destruí-la, o que alimenta os temores de uma guerra civil sectária.

Militantes na Península do Sinai, do Egito, e na Líbia também se juntaram Estado Islâmico, o que indica uma disputa por lealdade entre islamistas armados no Oriente Médio e norte da África. / REUTERS

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