Combatentes sírios detém observadores da ONU em Golã

O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) exigiu a libertação imediata os mantenedores da paz da organização, capturados por forças rebeldes sírias nas Colinas de Golã.

Agência Estado

06 de março de 2013 | 16h18

O grupo disse que manterá os reféns em seu poder a menos que o governo sírio retire suas forças da região no prazo de 24 horas. "A Força Observadora de Desmobilização da ONU (UNDOF) informou que, mais cedo nesta quarta-feira, cerca de 30 combatentes armados pararam e detiveram um grupo de cerca de 20 mantenedores da paz na Área de Limitação, a leste da linha B", na zona desmilitarizada patrulhada pela ONU, disse o porta-voz da organização, Farhan Haq, em Nova York.

"Os observadores da ONU estavam numa missão regular de abastecimento e foram interrompidos perto do Posto de Observação 58, que registrou danos consideráveis e foi evacuado no último final de semana após fortes combates em suas proximidades, em Al Jamlah", disse Haq. "A missão está enviando um grupo para avaliar a situação e tentar uma solução."

Nesta quarta-feira, um grupo que se autointitula Brigada Abu Kayed al-Faleh Mártires Yarmouk divulgou um vídeo no YouTube dizendo que havia capturado mantenedores da paz da ONU.

Em frente aos veículos da ONU, um porta-voz do grupo diz no vídeo que os observadores serão mantidos "até a retirada das forças de Bashar Assad das proximidades da cidade de Jamlah, na fronteira síria".

"Se esta retirada não acontecer nas próximas 24 horas, consideraremos estes homens como reféns", diz o porta-voz.

A UNDOF faz a patrulha das Colinas de Golã desde 1974, após o fim das hostilidades entre Israel e Síria, na guerra de 1973. Atualmente, uma força de pouco mais de 1.000 homens da Áustria, Croácia, Índia e Filipinas é mantida no local. As informações são da Associated Press e da Dow Jones.

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