Combates do Exército filipino com guerrilha do Abu Sayyaf matam 52

Número de feridos chega a 25; para militares, terroristas recebem apoio de uma facção dissidente da FMLN

Efe,

10 de agosto de 2007 | 02h58

Combates entre o Exército e guerrilheiros do Abu Sayyaf, grupo islâmico ligado à Al-Qaeda, mataram 52 pessoas e feriram 25. Os confrontos aconteceram na ilha de Jolo, cerca de 980 quilômetros ao sul de Manila, informou nesta sexta-feira a rede de TV GMA News. A emissora elevou a 27 o número de rebeldes mortos nos choques. As outras vítimas eram, em sua maioria, militares. Mas também morreram civis, como um adolescente que foi atingido por vários tiros. O primeiro dos confrontos aconteceu durante uma emboscada na aldeia de Maimbung contra um caminhão do 33º Batalhão de Infantaria. Nesse combate, nove soldados perderam a vida e dois ficaram feridos. Horas mais tarde, nas montanhas próximas a Maimbung, houve outro enfrentamento, no qual mais dez militares morreram. As outras mortes aconteceram em diversos choques, sobre os quais a emissora não deu detalhes. Segundo o Exército, as tropas do governo têm enfrentado um grupo de rebeldes liderado por Radullah Sahiron, um dos chefes do Abu Sayyaf. Fontes militares também disseram que os terroristas recebem apoio de uma facção dissidente da Frente Moura de Libertação Nacional (FMLN). O Abu Sayyaf foi fundado em 1991, na ilha de Basilan, perto de Jolo, por um grupo de correligionários que lutaram na guerra do Afeganistão contra a União Soviética.

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