Combates entre guerrilha e paramilitares matam 200 na Colômbia

Após cinco dias, os combates entre guerrilheiros de esquerda e paramilitares de direita, que deixaram pelo menos 200 mortos na Colômbia, cessaram hoje, mas o município de Riosucio continua mergulhado em profunda crise - sem água potável, nem remédios e alimentos para atender os desabrigados. A cifra de 200 mortos foi apresentada pelo prefeito da cidade, Ricardo Victoria, mas até hoje nenhum cadáver havia sido recuperado na selva que foi cenário da luta entre as esquerdistas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) e as direitistas Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC). "O fornecimento de água potável foi suspenso porque alguns cadáveres caíram no rio que abastece os aquedutos da região. Não temos nem desinfetantes, nem aspirinas, nem algodão para cuidar dos feridos e muito menos comida para alimentar os desabrigados", afirmou Victoria. "Fomos abandonados tanto pelo governador de Chocó como pelo governo de Bogotá".Nenhuma autoridade judicial nem da Defensoria do Povo chegou ainda à zona dos confrontos para confirmar a versão de Victoria sobre os confrontos. Unidades do Exército colombiano tentarão recuperar a ampla região de Chocó, disse Victoria. Um porta-voz do Exército informou que foram enviadas tropas das bases dos departamentos de Córdoba e Antioquia para fazer voltar à normalidade a região de Riosucio distante 420 km a noroeste de Bogotá.

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