Combates nas Filipinas deixam 69 mortos em cinco dias

Pelo menos 69 pessoas, sendo 16 civis, entre eles uma criança, morreram nos combates entre o Exército filipino e uma facção rebelde da Frente Moura deLibertação Nacional (FMLN) desde sexta-feira na ilha de Jolo, no suldas Filipinas, informaram nesta terça-feira, 17, fontes militares."A situação continua tensa devido à resistência dos seguidores de Habier Malik", um líder rebelde, informou o comandante geral Rubén Rafael à imprensa em Zamboanga. A cidade fica cerca de 890 quilômetros ao sul de Manila e 100 quilômetros ao norte de Jolo.Malik atacou na sexta-feira passada um quartel, supostamente em represália pela morte de dois de seus homens numa operação antiterrorista.Rafael confirmou que o Exército registrou três mortos e 47 feridos (40 marines e 7 soldados de unidades especiais) até o momento. Malik, que recebeu reforços da organização islâmica Abu Sayyaf, grupo que os Estados Unidos vinculam à Al-Qaeda, teria perdido pelo menos 50 homens.Nesta terça, tropas governamentais mataram um rebelde e capturaram dois nos arredores do acampamento Bitan-ag.O general-de-brigada Ruperto Pabusan, comandante do Grupo Conjunto de Operações Especiais, calculou que o Exército enfrenta cerca de 1,5 mil combatentes. Segundo Pabusan, Malik dirige 500 homens; Khaid Ajibun, 700; e o comandante Mamur, outros 300. O Exército conta com cerca de 2 mil efetivos, além de apoio aéreo e naval.A Organização da Conferência Islâmica (OCI) pediu o fim imediato dos combates, mas o governo de Manila e as Forças Armadas insistiram nesta terça-feira na necessidade de neutralizar Malik.A FMLN assinou a paz em 1996. Mas Malik é fiel a Nouri Misuari, quem tomou as armas em 2001 após perder a chefia da organização que fundou em 1972.

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