Combates no Líbano deixam 27 mortos

Depois dos confrontos 86 pessoas ficaram feridas

Efe

10 de maio de 2008 | 06h04

Pelo menos 27 pessoas morreram e outras 86 ficaram feridas no Líbano desde o início, na quarta-feira, 7, dos enfrentamentos entre a oposição, liderada pelo Hezbollah, e partidários da maioria, informaram à Agência Efe fontes policiais.   Veja também: Tensão cresce no Líbano após Hezbollah tomar Beirute Entenda as divisões e a crise política Advogado brasileiro no Líbano relata o clima e tensão no país    Beirute amanheceu neste sábado, 10, em uma relativa tranqüilidade, e as pessoas começaram a sair de suas casas após passar mais de dois dias reclusos pelo temor de ficarem cercados pelos combates, embora a presença de milicianos armados nas ruas ainda seja grande.   Depois de o grupo xiita Hezbollah assumir na sexta-feira, 9, o controle total das ruas do oeste de Beirute, de maioria muçulmana, os enfrentamentos na capital caíram para alguns tiroteios esporádicos.   No entanto, durante esta noite foram registrados distúrbios em Aley, no leste do Líbano, assim como em Nabatiyeh e Sidon, no sul, assinalaram fontes policiais.   Pelo menos quatro pessoas foram mortas neste sábado, 10, depois que atiradores abriram fogo contra um cortejo fúnebre nas proximidades do campo de refugiados de Chatila. Outras duas morreram em choques entre ativista pró-Síria e partidários de Saad Hariri na região de Akkar, no norte do país.   Alguns meios de comunicação libaneses destacam o temor de que os choques se estendam a Trípoli, a maior cidade do norte do país, e à região montanhosa de Shuf, no sudeste.   Diferentes associações convocaram para hoje manifestações pela capital para pedir o fim da violência e o restabelecimento da normalidade.   Além disso, continua o debate entre os políticos libaneses sobre os passos que devem ser dados para sair da atual situação de crie, que muitos temem que possa desembocar em uma nova guerra civil, como a que assolou o país de 1975 a 1990.

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