Combates no Paquistão matam 37 na fronteira com Afeganistão

Ação vem um dia depois de Bush dizer que ficou "incomodado" com fortalecimento da Al-Qaeda no país

Efe,

23 Julho 2007 | 16h49

Pelo menos 35 supostos insurgentes islâmicos morreram na conflituosa região paquistanesa do Waziristão do Norte, na fronteira com o Afeganistão, em confrontos com as Forças Armadas, informou nesta segunda-feira, 23, o Exército do Paquistão.   Veja Também Taleban amplia prazo para troca de reféns Paquistão diz que Bin Laden não está no país   A ação acontece um dia depois de o presidente americano, George W. Bush, ter dito que ficou "incomodado" com a notícia de que a Al-Qaeda estava se fortalecendo nas regiões tribais do Paquistão.   Entre o mortos, pelo menos 30 foram vítimas de combates registrados no cinturão tribal da região - no limite com o Afeganistão - desde a noite de domingo, informou o general Waheed Arshad, porta-voz do Exército.   O militar disse ao canal de televisão Geo TV que os outros cinco morreram no mesmo distrito, mas em outro combate. O segundo confronto teria começado em um posto de controle e ainda continua.   Além disso, dois soldados morreram durante o dia e outros 12 ficaram feridos, disse o general sem dar detalhes.   Os rebeldes também atacaram um terceiro posto de controle em Mir Ali, desencadeando mais duros combates. O Exército usou helicópteros equipados com metralhadoras para responder a todos os três ataques.   Os incidentes começaram horas após a explosão de uma bomba de beira de estrada seguida por ataques com foguetes contra um comboio e postos militares paquistaneses. Sete soldados ficaram feridos nas ações.   Mesquita Vermelha   Os atentados são parte de uma série de ataques de radicais islâmicos - mais de uma dezena em uma semana - lançados em represália à ação do Exército durante a ocupação da Mesquita Vermelha de Islamabad por militantes pró-Taleban.   Os combates na região do Waziristão do Norte acontecem após um final de semana de violência que deixou ao menos 19 suspeitos de terrorismo mortos.   A porta-voz do Ministério do Exterior paquistanês, Tasneem Aslam, disse nesta segunda-feira que o país continua "comprometido" com a luta contra o terrorismo, e está disposto a "tomar ações firmes" segundo informação dos serviços de espionagem.   Aslam reagiu às declarações da conselheira de Segurança Interna americana, Frances Fragos Townsend, que não descartou uma possível intervenção militar nas áreas do cinturão tribal paquistanês.   Os serviços secretos americanos consideram que a área serve de refúgio para ativistas da Al-Qaeda.   (Com Associated Press)

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