Combates no sul do Sudão mataram mais de 600, diz ministro

Mais de 600 pessoas já morreram em insurgências iniciadas no ano passado em dois Estados sudaneses que fazem fronteira com o Sudão do Sul, disse na terça-feira o ministro sudanês do Interior, no primeiro saldo oficial do conflito a ser divulgado.

Reuters

16 de outubro de 2012 | 20h28

Os confrontos entre o Exército sudanês e o grupo rebelde MLPS-Norte começaram em junho de 2011 no Estado petrolífero de Kordofan do Sul, logo antes da independência do Sudão do Sul.

Em setembro de 2011, a violência se espalhou para o Estado do Nilo Azul, também fronteiriço com o novo país africano.

Os combates levaram mais de 500 mil pessoas a fugirem, e alimentaram tensões entre o Sudão e o Sudão do Sul. Cartum acusa o governo sul-sudanês de apoiar o Movimento de Libertação do Povo do Sudão-Norte, algo que o governo do Sudão do Sul nega.

O ministro Ibrahim Mahmoud disse ao Parlamento que 633 pessoas foram mortas desde o ano passado nos dois Estados. Ele acrescentou que a maioria dos mortos era composta por civis, e que os demais eram soldados do governo. Mahmoud não apresentou uma estimativa sobre a quantidade de baixas entre os rebeldes.

O Sudão do Sul se tornou independente em julho de 2011, conforme os termos de um acordo de 2005 que encerrou uma longa guerra civil entre o norte e o sul do antigo Sudão. Os dois países, no entanto, ainda precisam resolver várias disputas territoriais, e seus Exércitos travaram alguns confrontos desde a secessão.

(Reportagem de Khalid Abdelaziz)

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