Comboio com chefe de missão da ONU é atacado na Síria, diz Ban

O comboio no qual viajava o chefe da missão de observadores da ONU na Síria, general Babacar Gaye, foi atacado no fim de semana e só não houve feridos porque os veículos eram blindados, disse nesta segunda-feira o secretário-geral da Organização das Nações Unidas, Ban Ki-moon.

Reuters

30 de julho de 2012 | 16h59

"Ontem (domingo) o comboio do general Gaye foi atacado por ataques armados (sic)", disse Ban a jornalistas em Nova York, segundo transcrição divulgada por sua assessoria de imprensa. "Felizmente, não houve feridos."

Ele não deu mais detalhes sobre o ataque, mas funcionários da ONU disseram, pedindo anonimato, que o comboio com cinco veículos foi atingido pelo disparo de armas leves em Talibisa, a cerca de 17 quilômetros de Homs. Os funcionários contaram que se tratava de uma área controlada pela oposição.

Ban disse que mais de doze veículos blindados da ONU foram atacados e destruídos desde que a missão iniciou sua presença na Síria, há mais de três meses.

"Foi bastante forte que ninguém tenha ficado ferido nesses ataques", disse Ban. "Foi só por causa desses veículos blindados que protegeram nossa missão."

Embora a missão da ONU tenha suspendido no mês passado a maior parte do seu trabalho de monitoramento, por causa da crescente violência nesse conflito que já dura 16 meses, os representantes da ONU continuam realizando atividades limitadas. O mandato de 90 dias da missão foi renovado em 20 de julho, por mais um mês.

Ban disse ter convocado para segunda-feira uma reunião da crise com altos funcionários da ONU e acrescentou que o grupo vai continuar se reunindo regularmente para discutir o conflito.

O chefe da ONU também reiterou seus apelos para que tanto as forças do governo quanto as da oposição parem de lutar. Ele repetiu sua exigência anterior de que o governo sírio se comprometa a não usar armas químicas sob nenhuma circunstância.

Ele estava respondendo a relatos de que a Síria admitiu ter um arsenal químico, mas que só o usará se sofrer um ataque por parte de nações estrangeiras.

(Reportagem de Louis Charbonneau)

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