Comboio de ajuda da ONU ao sul do Líbano é suspenso

Os funcionários do Programa Mundial de Alimentos (PMA) da ONU foram forçados a suspender neste domingo o envio de um comboio de ajuda humanitária à região sul do Líbano depois de forças israelenses terem se recusado a dar sinal verde para as tarefas em meio à ofensiva militar na zona, informou a entidade.Em comunicado divulgado em Roma, onde tem sua sede, o PMA comenta que cancelou o envio porque o protocolo de segurança da organização no Líbano estabelece que é necessário o consenso de todas as partes envolvidas no conflito "para que os comboios de ajuda humanitária possam se movimentar".O comboio, dirigido à cidade libanesa de Marjayoun, era formado por seis caminhões com ajuda de emergência que incluía remédios proporcionados pelo Programa de Desenvolvimento da ONU (UNDP) e a Organização Mundial da Saúde (OMS). Havia também cerca de 60 toneladas de alimentos.O coordenador de operações de emergência do PMA, Amre Daoudi, se mostrou "extremamente decepcionado e frustrado" pela impossibilidade de enviar o comboio à região e lembrou que há "dezenas de milhares de pessoas no sul (do Líbano) que necessitam de assistência"."É um revés, mas não irá fazer com que deixemos de insistir no envio de mais comboios, para que cheguem às pessoas nas áreas mais afetadas" pelo conflito, acrescentou.O PMA anunciou na última segunda-feira que assumiria a coordenação logística de toda a ajuda humanitária da ONU no Líbano e apresentou uma operação de emergência em grande escala para distribuir alimentos ao longo dos próximos três meses para cerca de 300 mil refugiados libaneses, dos 800 mil calculados atualmente.O plano inclui o envio de pelo menos dois comboios diários ao sul do país, a zona mais afetada pelos bombardeios desde que começaram os confrontos entre Israel e a milícia xiita Hezbollah no sul do Líbano, no último dia 12.Segundo o PMA, atualmente o único caminho aberto para o envio de ajuda humanitária proveniente da Síria é o existente a partir da cidade fronteiriça de Aarida, por onde nos últimos dias passaram dezenas de milhares de refugiados.Nos próximos dias, no entanto, o PMA deve ampliar o acesso ao Líbano "negociando a abertura dos portos de Beirute e Tiro" para navios das Nações Unidas.

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