Começa a Cúpula do Apec, com mudança climática na agenda

Protesto contra o Fórum termina com dois feridos e dois detidos

EFE

08 de setembro de 2007 | 02h48

Os líderes das 21 economias do Fórum de Cooperação Econômica da Ásia-Pacífico (Apec), entre eles os presidentes dos Estados Unidos, George W. Bush, e da China, Hu Jintao, iniciaram neste sábado a cúpula anual, com uma agenda centrada na eficiência energética como forma de combater a mudança climática.   "Esta é uma oportunidade para falar de mudança climática e temos a Declaração de Sydney sobre a mesa", disse a seus hóspedes o anfitrião da Cúpula, o primeiro-ministro da Austrália, John Howard. Ele recebeu cada um dos líderes à medida que chegavam à Ópera de Sydney.   Um dos primeiros a chegar foi Bush, que partirá hoje de volta para Washington. Ele tem que cuidar de um relatório sobre a guerra no Iraque, e não participará do encerramento da Cúpula.   O primeiro-ministro da Malásia, Abdullah Ahmad Badawi, foi o último a chegar à cidade australiana, poucas horas antes do começo da reunião.   A revitalização das negociações multilaterais na Organização Mundial do Comércio (OMC) ocupa, mais uma vez, um lugar de destaque na agenda. Mas desta vez o tema central será a mudança climática.   A Austrália espera que os 21 líderes aprovem o documento proposto por seu Governo, a "Declaração de Sydney", que criou polêmica durante as reuniões preparatórias.   Sexta-feira à noite, o Apec chegou a uma minuta de acordo, limando as divergências entre países desenvolvidos e emergentes. Apesar de não ser vinculativo, o documento estabelece "objetivos ambiciosos" para reduzir a intensidade do consumo energético.   A proposta, ao contrário da minuta original, aponta as Nações Unidas como órgão adequado para adotar decisões destinadas a lutar contra a mudança climática.   O Apec é integrado pela Austrália, Brunei, Canadá, Chile, China, Coréia do Sul, Estados Unidos, Filipinas, Hong Kong, Indonésia, Japão, Malásia,México, Nova Zelândia, Papua Nova Guiné, Peru, Rússia, Cingapura, Tailândia, Taiwan e Vietnã.   Protesto contra Apec termina com dois feridos e dois detidos   Pelo menos duas pessoas foram levemente feridas e duas foram detidas durante a manifestação deste sábado, em Sydney, onde começou a Cúpula de líderes do Fórum de Cooperação Ásia-Pacífico (Apec).   Os manifestantes, 10 mil segundo os organizadores, foram recebidos com um forte policiamento preparado para vigiar os protestos contra a organização e seus 21 líderes, entre eles o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush.   O local da manifestação foi o centro comercial da cidade, onde também está situada a Prefeitura. Uma pessoa foi detida pela Polícia por lançar dardos contra os manifestantes, segundo testemunhas.   A Polícia enfrentou um grupo de jovens que cobriam o rosto com lenços e afirmaram ser anarquistas. As palavras de ordem defendiam os direitos dos trabalhadores e dos aborígines australianos, ou protestavam contra o uso da energia nuclear e a Guerra do Iraque. Muitos levavam cartazes irônicos, com frases como "Milionários a favor de Bush", "Pelos Líderes Mundiais Violentos", ou "Somos o grupo Pró-Apec".

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