Começa Congresso do Partido Comunista Chinês

A reunião qüinqüenal vai definir a nova linha política para os próximos anos

Efe,

15 de outubro de 2007 | 01h56

O 17º Congresso do Partido Comunista da China (PCCh) começou nesta segunda-feira, 15, em Pequim, cercado por fortes medidas de segurança. A reunião qüinqüenal permitirá ao secretário-geral da formação e presidente do país, Hu Jintao, reafirmar sua liderança a curto e médio prazo. Desde 1921, a cada cinco anos o congresso elege a liderança e estabelece as políticas a serem seguidas pela China.    Veja também:  Congresso do Partido Comunista Chinês decide os rumos do País   No encontro, o maior evento político do país, deverá ser discutida a agenda do país - assim como suas prioridades - para os próximos cinco anos. Muito pouco sobre os temas discutidos deverá ser revelado até o fim do encontro, que durará uma semana e ocorrerá a portas fechadas.   Durante o congresso também serão decididas as promoções para o Comitê Permanente do Politburo do PCCh, a cúpula do Partido-Estado, formado atualmente por oito líderes, incluindo Hu e o primeiro-ministro Wen Jiabao. Além disso, serão escolhidos os nomes de alguns membros designados pelo ex-presidente Jiang Zemin que se aposentarão por causa da idade.   O secretário-geral do PCCh e presidente do país, Hu Jintao, fez uma chamada em seu discurso de inauguração aos 73 milhões de membros da legenda para manter alta "a grande bandeira do socialismo com características chinesas".   Diante dos mais de dois mil delegados do PCCh reunidos a partir desta segunda até o dia 21 no Grande Palacio do Povo em Pequim, Hu ressaltou que sua política, a da quarta geração de líderes chineses (os anteriores foram Mao Tsé-tung, Deng Xiaoping e Jiang Zemin), é continuar com a abertura econômica iniciada há três décadas.   A contribuição de Hu a esta reforma capitalista é a do "desenvolvimento científico", que deve ser incluída na Constituição do PCCh, segundo anunciou no domingo o porta-voz da legenda, Li Dongsheng.   O secretário-geral reiterou a postura da China de "nunca permitir que Taiwan se separe da pátria mãe nem por seu nome nem por nenhuma outra via", em referência ao território rescindido unilateralmente da China após a chegada ao poder dos comunistas.

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