Começa Cúpula da União Africana, pautada por casos de Uganda e Somália

Atentados revelaram perigo de que conflito somali se estenda ao resto da África oriental

Efe,

25 de julho de 2010 | 06h57

CAMPALA - A instabilidade na Somália e os atentados que há duas semanas deixaram mais de 70 mortos em Campala são os principais pontos na pauta da Cúpula da União Africana (UA), que começou neste domingo em Uganda, com a presença de 40 líderes do continente.

 

O ataque na capital ugandense, assumido pela milícia islâmica somali Al Shabab, vinculada à Al Qaeda, evidenciou o perigo de que o conflito da Somália se estenda ao resto da África oriental, onde os rebeldes pretendem impor um estado muçulmano radical.

 

Todos os países reunidos, com exceção da Eritréia, acusada de apoiar os radicais da Somália, manifestaram a necessidade de solucionar o problema somali.

 

Além disso, os países do leste da África decidiram reforçar a missão da UA na Somália (Amisom) e pediram que seus soldados sejam substituídos por capacetes azuis da ONU. Uganda, que junto ao Burundi fornece os membros da atual Amisom, afirmou que enviará mais soldados caso outros países não o façam. Por sua vez, a Guiné se comprometeu neste sábado a enviar um batalhão de soldados à Somália, segundo o secretário da Comissão da UA, Jean Ping.

 

Embora o Governo de Campala trate de mostrar uma imagem de normalidade após os atentados de 11 de julho, nos últimos dias, às vésperas da Cúpula, unidades da Polícia e do Exército patrulham a cidade, como medida de prevenção a possíveis incidentes.

 

A Cúpula, que durará três dias, também incluirá debates sobre saúde e desenvolvimento materno infantil na África. Entre os participantes do encontro, está o ex-primeiro-ministro britânico Gordon Brown, quem já declarou em ocasiões anteriores que "a luta contra o terrorismo deve ser um esforço global", referindo-se ao caso da Somália.

 

Por outro lado, estarão ausentes do evento o presidente egípcio, Hosni Mubarak, por problemas de saúde, e o líder sudanês, Omar al-Bashir, sobre quem pesa um mandado de prisão internacional expedido pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) por genocídio, crimes de guerra e crimes contra a humanidade.

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