Começa cúpula do G-20 que busca saída para a crise

Lula fará dois discurso durante o encontro nos EUA dos principais países desenvolvidos e emergentes

NALU FERNANDES, Agencia Estado

15 de novembro de 2008 | 10h44

 A cúpula de chefes de Estado e de governo do G-20 (grupo que reúne países industrializados e em desenvolvimento) teve início às 11 horas (de Brasília) deste sábado, 15, com o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, recepcionando os chefes de Estado e de governo que se reunirão na cúpula de mercados financeiros e economia mundial, em Washington.   O presidente Luiz Inácio Lula da Silva falará duas vezes no encontro neste sábado. Os discursos, com duração estimadas em, no máximo, cinco minutos cada um, devem ser feitos durante as sessões plenárias. Às 18h30 (de Brasília), Lula se reúne com o presidente da China, Hu Jintao.   Segundo Bush, os líderes estão determinados a regular os problemas que levaram à "turbulência" econômica. O líder norte-americano destacou o alto grau de coordenação entre as potências mundiais, em um rápido discurso durante o jantar que ofereceu aos membros do G20 e Espanha, Holanda e República Tcheca na noite de sexta-feira.   Veja também: Manifestantes se reúnem na Indonésia contra o G-20 Ativistas protestam contra o G-20 em Washington Entenda o que está em jogo na reunião do G20 Como foi a reunião do G-20 no Brasil De olho nos sintomas da crise econômica  Lições de 29 Como o mundo reage à crise  Dicionário da crise    "Compartilhamos a determinação para regular os problemas que levaram à turbulência econômica", assegurou Bush. O presidente americano assinalou que o livre mercado é "o caminho mais seguro para o crescimento econômico". Além disso, afirmou que "todas as nações devem rejeitar o protecionismo, o coletivismo e o derrotismo". Às 12h20 deste sábado tem início a primeira sessão plenária. Às 14h50, começa a segunda sessão plenária. Às 16h25, Bush oferece almoço para as lideranças do grupo. Às 18h05, o presidente americano faz o discurso sobre a cúpula do G-20.   Xerife global para bancos   Para combater a crise mundial, os líderes devem propor maior coordenação entre os órgãos reguladores de cada país, uniformização de regras contábeis, supervisão de fundos hedge (aplicações mais arriscadas) e de agências de classificação de risco, regras para remuneração de executivos e maior poder para o Fundo Monetário Internacional (FMI).   Diplomatas e economistas passaram o dia costurando os últimos ajustes para o comunicado do G-20. Tudo indicava que haveria consenso em relação à criação de um colegiado para supervisionar os 30 maiores bancos transnacionais (incluindo o Itaú-Unibanco e o Bradesco), idéia lançada pelo primeiro-ministro britânico Gordon Brown. O novo órgão de supervisão reuniria reguladores de vários países para supervisionar e monitorar os riscos assumidos por 30 grandes bancos que atuam em vários países.   (com Patrícia Campos Mello, de O Estado de S. Paulo, e Efe)

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