Começa cúpula do G8 que apoiará as reformas árabes

Também serão tratados temas como situação da economia mundial e crise japoneses pós Fukushima

Efe

26 de maio de 2011 | 10h04

Presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, conversa com Obama. No fundo, o presidente russo, Dmitry Medvedev, a chanceler alemã, Angela Merkel, e o premiê do Japão, Naoto Kan

 

 

DEAUVILLE - Os dirigentes dos países do Grupo dos Oito (G8, que reúne as grandes potências mundiais e a Rússia) começaram nesta quinta-feira, 26, a cúpula de dois dias na localidade francesa de Deauville (noroeste), na qual o objetivo principal é apoiar as reformas nos países árabes.

 

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O presidente francês e anfitrião do encontro, Nicolas Sarkozy, deu às boas-vindas na cidade litorânea da Normandia aos chefes de Estado e de Governo participantes: os primeiros-ministros de Japão, Reino Unido, Itália e Canadá, além da chanceler alemã, Angela Merkel.

 

Os últimos foram os presidentes dos Estados Unidos, Barack Obama, e Rússia, Dmitri Medvedev, que chegaram caminhando juntos.

 

A reunião, realizada em meio a fortes medidas de segurança, começa com um almoço de trabalho, que repassará a situação da economia mundial, incluindo a crise da eurozona, e os esforços japoneses para superar o acidente nuclear de Fukushima.

 

Os oito dirigentes, cujos países representam dois terços do Produto Interno Bruto (PIB) mundial e 50 % do comércio, abordarão a fragilidade da recuperação econômica e a crise da dívida da eurozona. Além disso, provavelmente falarão, de maneira informal, sobre a sucessão no Fundo Monetário Internacional (FMI).

 

Antes do início da cúpula, o presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, afirmou que será feito o possível "para que não haja uma moratória" para a Grécia.

 

Também apoiou a candidatura à direção do FMI da ministra das Finanças francesa, Christine Lagarde.

A primeira sessão de trabalho tratará da segurança nuclear, das futuras políticas energéticas e da mudança climática.

 

Merkel exigiu nesta quinta-feira perante o Bundestag (câmara baixa do Parlamento alemão) elevados padrões internacionais para a segurança das usinas nucleares.

 

Além disso, propôs que o G8 assuma um papel de destaque no uso seguro da energia atômica e uma verificação mundial das centrais existentes e em construção.

 

Sarkozy iniciou uma sessão sobre mudança climática para que os países como a Alemanha, que estão renunciando à energia nuclear, expliquem como vão cumprir suas metas para reduzir as emissões poluentes.

 

Merkel ressaltou que a Alemanha pretende ser um exemplo mundial na produção ecológica de energia, já que pretende "alcançar de maneira acelerada a era das energias renováveis".

 

O jantar desta primeira jornada será dedicado às reformas árabes e abordará a situação em Tunísia, Egito, Líbia, Síria e Iêmen.

 

Merkel declarou nesta quinta-feira perante o Parlamento alemão que espera que a cúpula do G8 adote uma série de ajudas concretas para apoiar esses países árabes.

 

Por sua vez, o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, disse que as ajudas aos países árabes estão condicionadas a reformas e à transição democrática.

 

Os dirigentes do G8 discutirão ainda os desafios que o regime iraniano impõe e as consequências da morte de Osama bin Laden, sobretudo para o Afeganistão e o Paquistão.

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